Selo “clean and safe” alargado a alojamento local e restaurantes

Iniciativa envolveu a Agência de Modernização Administrativa, a DGAE e associações sectoriais. Até agora já houve 3637 selos atribuídos a empreendimentos turísticos, empresas de animação turística e agências de viagens.

Copo de vinho
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Empresas ficam autorizadas a utilizar o selo após registo e declaração de compromisso feito online Rui Gaudencio

O Turismo de Portugal alargou o selo “clean & safe” (limpo e seguro) às unidades de alojamento local (AL) e aos estabelecimentos de restauração e bebidas, numa iniciativa que envolveu a Agência de Modernização Administrativa, a Direcção-Geral das Actividades Económicas e as associações do sector.

O selo, que pretende transmitir segurança aos consumidores e ajudar à retoma da actividade no âmbito das medidas de desconfinamento, já existe desde 24 de Abril para os empreendimentos turísticos, empresas de animação turística e agências de viagens, sendo alargado a partir desta sexta-feira a mais dezenas de milhares de empresas.

A iniciativa, segundo afirmou então o Turismo de Portugal, serve para “distinguir as actividades turísticas que asseguram o cumprimento de requisitos de higiene e limpeza para prevenção e controlo da covid-19 e de outras eventuais infecções, reforçando, assim, a confiança do turista no destino”.

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Estabelecimentos podem ser alvo de auditorias aleatórias

Com validade de um ano, o selo é gratuito e opcional. Pode ser obtido após “cumprir o conjunto de disposições presentes na declaração de compromisso ​que está disponível na plataforma digital do Balcão do Empreendedor”, explica o instituto público.

Após a validação do compromisso feito online, as empresas ficam autorizadas a utilizar o selo, seja nas instalações físicas, “seja nos canais e plataformas de divulgação e venda”. 

O compromisso da restauração, por exemplo, consiste numa “declaração voluntária para a adopção do cumprimento das normas sanitárias constantes na Orientação 023/2020 da Direcção-Geral da Saúde”, de acordo com a informação disponível no site. Aqui fica explícito que, entre várias outras medidas, é preciso “desinfectar após cada utilização, com recurso a detergentes adequados, os equipamentos críticos (tais como terminais de pagamento automático e ementas individuais)”.

O Turismo de Portugal destaca, também, que as entidades competentes, como a ASAE, “realizarão auditorias aleatórias aos estabelecimentos aderentes” além de que, obviamente, as empresas que utilizem este selo de forma indevida podem ser alvo de queixa por parte dos clientes.

Já houve 3637 selos atribuídos

Até ao final da passada terça-feira, de acordo com os dados disponibilizados pelo Turismo de Portugal, 3637 empresas já tinham aderido a este selo. A maior parte eram empreendimentos turísticos (42%), seguindo-se as empresas de animação turística (36%) e as agências de viagens e turismo (22%).

Em termos regionais, as maiores adesões tiveram lugar na Área Metropolitana de Lisboa e no Norte (incluindo Porto), com 26,4% e 24,5% respectivamente, seguindo-se depois o Algarve com 18,3%. Os 3637 selos “safe & clean") já atribuídos representam 22,4% do universo de empreendimentos turísticos, empresas de animação turística e agências de viagens registadas pelo Turismo de Portugal.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, já afirmou que “nesta fase da pandemia, é essencial garantir confiança e segurança a todos os turistas”. Por parte do Governo, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, defendeu que o país pode beneficiar da percepção de ser um “destino seguro”, tanto do ponto de vista da segurança física, como também da segurança sanitária. Esse, sublinhou, será “um factor que os viajantes vão valorizar muito”.

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