De avião, carro, autocarro ou comboio: como será a circulação na Europa nos próximos tempos?

Voltar a viajar em segurança pela Europa: listamos aqui as principais medidas defendidas pela Comissão Europeia.

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A Comissão Europeia lançou uma série de medidas destinadas a garantir que as pessoas possam voltar a viajar com segurança pelo continente, enquanto os governos tentam reavivar o turismo e reactivar as companhias aéreas, que, por culpa da pandemia, ficaram como num estado de hibernação.

Aqui ficam algumas das directrizes gerais para viagens aéreas, ferroviárias, marítimas e rodoviárias e alguns conselhos a seguir em cada meio de transporte.

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Linhas gerais

— Os passageiros são incentivados a comprar bilhetes, reservar lugares e fazer check-in online.

— Os passageiros devem usar máscaras faciais (não obrigatoriamente cirúrgicas), especialmente quando as medidas físicas de distanciamento não puderem ser totalmente garantidas.

— O distanciamento físico deve ser garantido nas verificações de segurança e tanto na entrega como na recolha de bagagem.

— Pistas de segurança devem ser criadas para manter os fluxos de passageiros separados em portos, aeroportos, estações de comboio, paragens de autocarro e outros centros urbanos de transportes públicos.

— As companhias de transporte devem remover instalações que incentivem a aglomeração, como bancos e mesas ou reorganizá-las para garantir o distanciamento.

— Autocarros, comboios e barcos permitirão menos passageiros. Todos os que não viverem na mesma casa terão que se sentar com distanciamento.

— Condutores, pilotos e outros membros das tripulações devem usar equipamento de protecção adequado.

— Gel desinfectante deve estar disponível e os veículos devem ser limpos e desinfectados regularmente.

— Alimentos, bebidas e outros produtos deixam de poder ser vendidos a bordo.

— As lojas duty-free e outros lojistas devem controlar o movimento de passageiros com fitas adesivas no chão e restringir o número de clientes, aumentar a limpeza e estabelecer barreiras em pontos-chave.

— As medidas de rastreamento e de contacto através de aplicações móveis podem ser usadas voluntariamente.

Viagens de avião

— ​A ventilação deve ser reforçada com filtragem de ar de nível hospitalar e fluxo de ar vertical.

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— O movimento terá que ser reduzido na cabine (menos bagagem de mão, menos interacção com a tripulação).

— Os fluxos de passageiros devem ser geridos com horários de chegada antecipada ao aeroporto; será dada prioridade ao auto check-in; minimizar os contactos nos pontos de entrega de bagagem, nos pontos de segurança e controlo de fronteiras, no embarque e durante a recolha de bagagem.

— ​A pré-encomenda dos serviços e de refeições a bordo deve ser, sempre que possível, realizada no momento da reserva.

Viagens de carro

— Terminais, áreas de descanso, estacionamentos, estações de serviço e abastecimento devem manter altos níveis de higiene.

— Nas estações de serviço, deve ser gerido qualquer fluxo de passageiros.

— Onde os níveis adequados de saúde pública não puderem ser garantidos, deve ser considerado o encerramento dos espaços.

Viagens de autocarro

— Deve-se usar o cartão na porta traseira e o uso de janelas para ventilação em vez de ar condicionado.

— Sempre que possível, os assentos devem ser organizados de forma a que as famílias possam sentar-se juntas. As pessoas que não viajam juntas devem ser separadas.

— Em minibus, os passageiros não devem sentar-se ao lado do motorista, a menos que seja possível uma separação física.

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— Se possível, os passageiros devem lidar com a sua própria bagagem.

Viagens de comboio

— A frequência e a capacidade dos comboios devem ser aumentadas, se necessário, para reduzir a densidade de passageiros.

— Os operadores ferroviários devem implementar reservas obrigatórias de assentos em comboios regionais e de longa distância.

— Para viagens de curta distância, os passageiros devem deixar os assentos vazios entre eles, excepto os passageiros que vivam na mesma casa.

— Os operadores ferroviários devem usar sistemas de contagem de passageiros, especialmente em comboios suburbanos de forma a gerir a capacidade dos mesmos.

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— O fluxo de passageiros deve ser gerido nas estações e deve considerar-se o encerramento das paragens que não garantam os níveis adequados de saúde pública.

— ​As viagens fora do horário de pico devem ser encorajadas com incentivos, como preços mais baixos e promoções de forma a evitar aglomerações.

— As portas devem ser abertas em todas as paragens de uma forma automática ou remotamente pelo motorista.