Uma casa “banhada pelo sol” num olival em Porto de Mós

:Fernando Guerra - FG+SG
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No meio de um olival, num terreno acentuado, surge uma moradia em forma de L “que se fecha para a rua e abre para a paisagem”. Um dos blocos de betão, que se desenrola pela colina, oferece privacidade face à estrada e aos carros e pessoas que nela circulam. O outro bloco, com aberturas em vidro, onde os moradores “podem estar mais à vontade”, permite uma vista alargada do cenário circundante, explica ao P3 Joel Esperança, um dos arquitectos do atelier Contaminar, responsável pelo projecto, concluído em 2019, em Porto de Mós, Leiria.

A casa foi “implantada” no meio das oliveiras, de nascente para o poente, sendo envidraçada em ambos os lados para que o olival se revele, como se não fosse interrompido. Para além de procurarem o terreno mais plano para a construção, os arquitectos do gabinete fundado em 2005 também se preocuparam com a “orientação solar, o enquadramento da melhor vista” e “a rotina diária”, de forma a existir uma fluidez na circulação.

Nesse sentido, existem dois corredores paralelos que percorrem a casa — um exterior, que acompanha o alpendre da fachada sul, e um interior, que rodeia a fachada envidraçada a norte. Estes caminhos opostos permitem que o espaço seja “banhado pelo sol” e brindado de “vistas generosas”, principalmente nos quartos e na cozinha. A casa tem um carácter minimalista, sendo maioritariamente composta por betão e madeira com alguns apontamentos de cerâmica, que lhe dão subtileza e “ligeireza nos elementos”, conclui o arquitecto.

Fernando Guerra - FG+SG
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