Boris Johnson anunciou condições para o desconfinamento do Reino Unido

Primeiro-ministro do Reino Unido aconselhou manutenção do teletrabalho e aproveitamento do ar livre. Quem viajar para o Reino Unido também terá de cumprir algumas medidas de segurança.

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Reuters/TOBY MELVILLE

O primeiro-ministro britânico anunciou, este domingo, os planos do Reino Unido para um eventual desconfinamento que terá início em Junho. Por enquanto, ainda “não é o momento para encerrar” a contenção decretada no final de Março, explicou.

Lojas e escolas primárias poderão abrir, por fases, mas não antes de 1 de Junho, com o primeiro-ministro a sublinhar sempre o modo faseado e o condicional de toda esta operação de desconfinamento. Poderão seguir-se alguns alunos do secundário que tenham exames. Se tudo correr bem, poderá proceder-se, em Julho, a reabertura de outros estabelecimentos.

“Durante os próximos dois meses não vamos ser guiados por mera esperança ou necessidade económica”, disse Boris Johnson. “Vamos ser guiados pela ciência, pelos dados, e pela saúde pública.”

Johnson disse que quem pode trabalhar em casa deve continuar a fazê-lo, e que quem tiver de deslocar-se para o local de trabalho deve fazê-lo a pé ou de bicicleta, sempre que possível.

O primeiro-ministro britânico encorajou o aproveitamento do ar livre, para fazer exercício ou simplesmente estar sentado num parque — desde que seja respeitada a distância física, revelando que as multas para quem não a respeite vão sofrer um aumento.

Quem viajar para o Reino Unido também terá de cumprir algumas medidas de segurança. Boris Johnson declarou que quem chegue de avião vai ter de se submeter a uma quarentena obrigatória. Poucos minutos depois foi anunciado numa declaração conjunta de Johnson e do Presidente francês, Emmanuel Macron, que Londres e Paris vão cooperar para ter regras comuns para a sua fronteira, com a França a não ser abrangida pela proposta de quarentena para o Reino Unido.

Boris Johnson sublinhou também que o perigo permanece grande. “Temos um plano”, disse, “mas é um plano que, para resultar, precisa de todos”. Por último, agradeceu ainda aos britânicos “a paciência e senso comum”, e garantiu que “se houver problemas, se houver surtos, vamos pôr um travão”.