No meio da crise, até capelas mortuárias se tornam armazéns de comida

Em Santo António dos Cavaleiros, o número de pedidos de ajuda disparou em poucas semanas, pondo à prova a resposta das instituições. Câmara de Loures tem ajudado, mas avisa que os recursos “são finitos”.

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Em Março, a paróquia apoiava 800 pessoas; agora apoia 1300 Daniel Rocha
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"O Banco Alimentar não está a mandar coisas suficientes" Daniel Rocha
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A espera é longa, mas compensa: as pessoas saem daqui com alimentos para mais de uma semana Daniel Rocha
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Distribuição começa às sete e meia, mas uma hora antes já há pessoas na fila Daniel Rocha
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Centenas de sacos prontos a entregar Daniel Rocha
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Os voluntários não têm um minuto de sossego Daniel Rocha
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Mais de uma centena de pessoas em fila para receber apoio alimentar Daniel Rocha
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O edifício da igreja fica rapidamente rodeado de pessoas Daniel Rocha
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O pároco diz que os pedidos de ajuda financeira não param de chegar Daniel Rocha
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Além do Banco Alimentar e da câmara, alguns particulares também dão uma ajuda Daniel Rocha
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As capelas mortuárias usadas para armazenar os sacos já prontos Daniel Rocha
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Bernardino Soares visitou a paróquia para se inteirar do apoio alimentar Daniel Rocha

A cena tornou-se habitual todas as quintas-feiras. Uma, depois outra e mais outra ainda, pessoas que formam fila ao pé da igreja, no pequeno jardim, no estreito passeio, até que o cordão humano se esconde para lá do que a vista alcança, dá a volta ao edifício e prossegue para parte incerta. Todas as quintas, nas semanas mais recentes, são centenas as pessoas que vêm buscar alimentos.