Evitar pagar em dinheiro e deitar fora as embalagens. Os conselhos da DGS para receber encomendas em casa

Quem recebe encomendas no domicílio deve privilegiar o pagamento electrónico e evitar que as embalagens exteriores entrem em contacto com superfícies da casa. Já os estafetas têm de assegurar a limpeza e descontaminação dos equipamentos usados no transporte.

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Neste documento a DGS deixa alguns conselhos também para os estafetas Tiago Lopes

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgou uma série de recomendações não só para quem recebe encomendas ou entregas de comida em casa, mas também para os próprios profissionais dos serviços de entregas ao domicílio.

Numa nota emitida esta quinta-feira, a DGS afirma que as pessoas que recebem encomendas no domicílio devem evitar efectuar pagamentos com moedas ou notas, dando preferência ao pagamento electrónico e sem contacto directo. “Se tiver mesmo que pagar com dinheiro, deve tentar ter a quantia certa e desinfectar as mãos antes e depois de tocar no mesmo”, aconselha a autoridade da saúde.

Depois de receber a encomenda, a DGS explica que o cliente deve retirar de imediato a embalagem exterior do produto (saco, caixa, ou papel de embrulho, por exemplo) para evitar o contacto com outras superfícies da casa, e colocá-la no lixo. O próximo passo deverá ser fazer a higiene correcta das mãos com água e sabão ou com uma solução à base de álcool.

O cliente deve também evitar receber presencialmente a encomenda se for um caso suspeito ou confirmado de covid-19. “Em caso de necessidade extrema, deve receber a encomenda com máscara e ter especial atenção ao cumprimento das regras de higiene”, escreve a DGS.

Ainda de acordo com a nota, a Direcção-Geral da Saúde continua a remendar os serviços de entregas ao domicílio “em detrimento das deslocações a superfícies comerciais”.

E como devem proceder os trabalhadores dos serviços de entrega? Para prevenir a transmissão do novo coronavírus, os estafetas também devem ter alguns cuidados, como o respeito pelas medidas de distanciamento físico — ou seja, devem manter uma distância de dois metros em relação ao cliente — e um reforço da higiene pessoal.

Os profissionais do sector estão também obrigados a assegurar a limpeza e descontaminação dos equipamentos usados no transporte (como as mochilas térmicas) e das superfícies de contacto frequente (volante e chaves), entre cada encomenda. “Na entrega, o estafeta tem que lavar ou desinfectar as mãos após o pagamento e descontaminar o terminal de pagamento automático sempre que for utilizado (com toalhitas desinfectantes). Quando recolhe o produto no posto, o profissional deve ter os mesmos cuidados, nomeadamente garantir o distanciamento das outras pessoas e lavar as mãos antes de tocar na encomenda”, lê-se na nota. O trabalhador deve ainda evitar tocar em superfícies que possam estar contaminadas (portas, puxadores, interruptores).

A autoridade de saúde refere ainda que o estafeta deve utilizar máscara e não deve apresentar-se ao serviço se revelar sinais ou sintomas associados à infecção causada pelo novo coronavírus (febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias).

Segundo o boletim diário da DGS sobre a pandemia, o país contabiliza esta quinta-feira 1105 mortos associados à covid-19 e 26.715 casos confirmados de infecção. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março.