Mais 10 mil máscaras FFP2 chegam a Portugal, oferta da fundação da MSC Cruzeiros

A MSC Foundation anunciou a doação de respiradores, indicados para pessoal médico e outros profissionais da área, ao Ministério da Saúde.

Cruzeiro
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O MSC Fantasia, fotografado no final de Março em Lisboa Miguel Manso

São “10.000 máscaras respiratórias FFP2”, indica um comunicado da MSC Foundation, parte do grupo MSC, que controla a empresa de cruzeiros homónima, que foram “entregues directamente à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para ajudar na luta contra o surto de coronavírus em Portugal”. Este tipo de respiradores é indicado para profissionais relacionados com a área da saúde.

Em comunicado, a MSC Foundation refere que “utilizou os seus próprios meios para trazer” estes respiradores, “provenientes da China”. A carga de FFP2, avançam, foi disponibilizada “directamente ao director de Saúde Pública da ARSLVT” como “ajuda médica ao Governo português no combate ao surto do novo coronavírus"

“As máscaras respiratórias FFP2 são fabricadas a partir de materiais de polipropileno de elevada qualidade, em cor branca, e suaves para a pele, proporcionando um elevado conforto e respirabilidade aos utilizadores”, lê-se no documento.

Na mesma nota refere-se o caso do cruzeiro MSC Fantasia que aportou em Lisboa a 22 de Março, chegado do Brasil. Entre passageiros e tripulação, contavam-se 27 portugueses, tendo apenas um recebido um resultado positivo ao teste à covid-19. Entre a quarentena e isolamento, a empresa fez o repatriamento de mais de 200 tripulantes indonésios. Aproveitando o voo charter e sem custos para passageiros ou Estado português, esta operação permitiu também o repatriamento de mais de 50 portugueses e 90 outros cidadãos europeus.

Uma “operação complexa”, refere-se em comunicado. “O grupo MSC tem já uma parceria de longa data com o Governo português”, sublinha-se. “Como parte desta parceria, no inicio do mês a MSC Cruzeiros tornou possível, também através dos seus próprios meios, uma operação de repatriamento de cidadãos portugueses, espanhóis e outras nacionalidades da União Europeia, através de um voo charter para Lisboa e Madrid que não estava previamente disponível.”

A exemplo de outras companhias, a MSC suspendeu as viagens, no caso pelo menos até 10 de Julho, “à luz das circunstâncias extraordinárias que o mundo continua a enfrentar, relacionadas com a emergência de saúde global” provocada pela pandemia de covid-19.

Os passageiros que já tinham viagens compradas, segundo a empresa, podem “transferir o valor total pago pelas suas férias canceladas”. Promete-se também “um generoso crédito adicional para um futuro cruzeiro à escolha dos passageiros para qualquer data até o final de 2021”.

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