Cova da Piedade e Estoril contestam decisão da LPFP

Com motivos de queixa, os piedenses (pela despromoção) e os “canarinhos” (pela hipótese negada de lutarem pela subida) emitiram comunicados que visam a direcção da Liga.

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O Cova da Piedade vai reagir contenciosamente contra a “ilegalidade” que considera ser a despromoção ao Campeonato de Portugal, decidida pela direcção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), anunciou esta terça-feira o penúltimo classificado da II Liga.

A direcção da LPFP determinou a despromoção dos dois últimos classificados da II Liga, no momento da suspensão do campeonato por tempo indeterminado, decisão que afecta directamente o Casa Pia e o Cova da Piedade, clube que acusa a mesma de “violar o mérito desportivo” e ainda “causar graves e irreparáveis danos” àquela SAD.

Através de um comunicado, a SAD piedense, que integra também o painel directivo da LPFP, esclareceu ainda que foi impedida de exercer o seu direito de voto por “razões legais e regulamentares”.

O clube acusou também a Liga de introduzir no regulamento de acesso à ajuda financeira, devido à pandemia de covid-19, uma norma pela qual só terão direito ao apoio aqueles que “abdiquem de impugnar o teor do regime aprovado para as subidas e descidas” e considerou que esta alínea se reveste de “gravidade acrescida”, uma vez que essa ajuda será feita com “dinheiro que legitimamente pertence a tais clubes e sociedades desportivas”.

Num comunicado menos assertivo, o Casa Pia sustenta que analisará a decisão da LPFP antes de assumir uma posição definitiva.

Estoril estuda passo seguinte

Também o Estoril reagiu nos canais oficiais do clube, adiantando que discorda tanto “da decisão do Governo” quanto da “decisão da direcção da Liga, de suspender em definitivo” a II Liga. O presidente da SAD, o norte-americano Jeffrey Saunders, sustenta ser “tempo de analisar com pormenor a decisão que foi tomada e as respectivas consequências, de modo a ponderar qual a melhor forma de actuar”.

“Reconhecemos que a saúde está, e deve estar sempre, em primeiro lugar, mas era essencial que tivessem sido detalhados os elementos objectivos em que o Governo se baseou para tomar esta medida de tratamento desigual… Questionámos a Liga sobre esta matéria, mas até à data ainda não obtivemos qualquer resposta”.

“A verdade é que a Liga, apesar de dividida em duas divisões, é apenas uma e todas as sociedades desportivas que participam nas competições profissionais respeitaram um exigente processo de licenciamento no início da época desportiva, pelo que mereciam, na nossa opinião, um tratamento igual, o que não está a acontecer”.

Durante o dia, o plantel do Ac. Viseu assumiu uma posição de “indignação” pelo desfecho da II Liga. Embora o 8.º lugar que ocupava à 24.ª jornada deixasse, em teoria, os viseenses fora da corrida pela subida e também a salvo de uma despromoção, os jogadores manifestaram-se para criticar de forma veemente a solução encontrada, que classificam de discriminatória.