RTP a dar espectáculo(s) numa nova plataforma online

A RTP Palco abriu a 29 de Abril, com uma selecção de teatro, música, dança e outras artes para ver em casa. Os palcos são muitos, os artistas também e há um embaixador por mês a escolher os conteúdos.

Os Dias da Música em Belém fazem parte da oferta da RTP Palco
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Os Dias da Música em Belém fazem parte da oferta da RTP Palco Nuno Ferreira Santos

A entrada é livre e a oferta é vasta na enorme sala de espectáculos online que a estação pública acaba de lançar: a RTP Palco. Anunciada como “uma grande montra das artes performativas”, a plataforma é alimentada pelo vasto património de gravações da estação pública, conjugado com co-produções e imagens cedidas pelos mais diversos agentes culturais.

Em rtp.pt/palco – ou através da app correspondente – é possível entrar em palcos como Casa da Música, Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, Theatro Circo, teatros nacionais de São Carlos e D. Maria II, Cineteatro Louletano, coliseus de Lisboa e Porto ou Teatro Micaelense, sem excluir viagens a salas fora do território nacional.

As cortinas virtuais tanto se podem abrir para um concerto de Salvador Sobral como para a festa dos Dias da Música em Belém, a interpretação integral das sinfonias de Beethoven pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, a tenda do Cirque du Soleil ou as Dancing Grandmothers da coreógrafa sul-coreana Eun-Me Ahn.

Para que o espectador não se perca nas centenas de horas de imagens, há “embaixadores” a organizá-las mensalmente. Em Maio, a responsabilidade é de Miguel Leal Coelho, cujo currículo está ligado ao CCB e à própria RTP. Estão também confirmadas, para os próximos meses, curadorias de Ana Paula Russo (cantora lírica), Sofia Campos, Tiago Rodrigues e Carlos Avilez (directores artísticos, respectivamente, da Companhia Nacional de Bailado, do Teatro Nacional D. Maria II e do Teatro Experimental de Cascais).

A oferta da RTP Palco não se limita à visão “tradicional” de um espectáculo: investe em documentários que espreitam bastidores e apresentam criadores, e sugere uma secção especial com obras e actuações feitas, já em pleno confinamento, pelos artistas em casa. Há Palmas para todos, manda o lema do novo “canal”.