Sector das touradas pede ajuda ao Governo e quer “pegar o touro pelos cornos”

Toureiros, empresários e forcados querem reunião com ministra da Cultura e pedem que o IVA para o sector volte aos 6%.

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Toureiros, empresários e forcados pedem ajuda à ministra da Cultura Nelson Garrido

O sector das touradas escreveu uma carta aberta à ministra da Cultura a pedir que “se tomem medidas de apoio nesta fase” em que os espectáculos estão parados. Pedem ainda uma reunião com Graça Fonseca para apresentarem medidas “para tempos críticos”.

Alegam representar “1800 artistas e profissionais da tauromaquia” e dizem ser “uma das áreas mais originais e autênticas da cultura portuguesa e uma das poucas áreas culturais que não têm programas de apoio”.

“Incorporamos quase 100% de mão-de-obra nacional, exportamos cultura portuguesa, contribuindo para a divulgação da nossa cultura e para o equilíbrio da balança comercial. Fomentamos o turismo e temos de um impacto económico directo e indirecto de muitos milhões de euros, criando emprego e riqueza, muitas vezes em regiões deprimidas do interior”, acrescenta carta agora divulgada.

Afirmam ainda que “é tempo de ‘pegar o touro pelos cornos’, ir à luta e, muito importante, não deixar de forma nenhuma que o cancelamento de actividades culturais sejam uma tragédia para Portugal”.

Lembram que a sua actividade “é muito particular, porque é sazonal”, e que o cancelamento de espectáculos lhes “retira meios para obter receitas e suportar custos com um valor elevado, como a alimentação e manutenção de cavalos, a preparação técnica e artística, as equipas de tratadores, veterinários entre muitos outros”.

“Para Vossa Excelência estar a par, cada corrida de toiros precisa de cerca de 170 intervenientes directos. É urgente que se tomem medidas de apoio nesta fase, que tenham em conta as particularidades deste sector que tutela, e é necessário preparar a fase de retoma dos espectáculos com medidas adaptadas, por exemplo corrigindo com urgência o IVA dos espectáculos tauromáquicos para 6%, que é agora uma medida incontornável de apoio social à cultura e aos artistas”, pedem.

A carta aberta é assinada pela Associação Nacional de Toureiros, Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos e Associação Nacional de Grupos de Forcados.