Altice foi alvo de ataque informático

Consequências “foram praticamente nulas”. Na passada segunda-feira, já a EDP tinha anunciado ser alvo de um ataque informático.

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Altice Portugal é dona da MEO Ricardo Lopes

A Altice Portugal, dona da Meo, anunciou esta quinta-feira que foi alvo de um ataque informático. Fonte da empresa confirmou ao PÚBLICO que “felizmente os serviços não foram muito afectados”. Em resposta oficial, o gabinete de comunicação indica que as consequências do ciberataque “foram praticamente nulas”.

A empresa garante ainda que estes ataques são recorrentes, mas que não costumam causar impacto nos serviços. [O trabalho desenvolvido internamente na área da cibersegurança] tem-se revelado precioso e decisivo na defesa das nossas operações e protecção dos nossos clientes”, garantem. 

A Altice Portugal adianta que “já está a comunicar às entidades competentes” o sucedido. A operadora liderada por Alexandre Fonseca acrescenta ainda que condena estes ataques que prejudicam “as famílias, as empresas e a economia nacional”.

Na passada segunda-feira, já a EDP tinha anunciado ser alvo de um ataque informático. 

“A pandemia está a originar o maior volume de ataques que já vimos de uma só vez”, disse ao PÚBLICO, no final do mês de Março, Mark Rogers, um dos fundadores da CTI League, um grupo de 700 profissionais de cibersegurança de mais de 40 países, incluindo de Portugal, que se juntaram para partilhar informação sobre os ataques. “Toda a gente e qualquer empresa são alvos. Muitas vezes, os ataques circulam disfarçados de avisos sobre a covid-19 em emails, sites e SMS falsos.”

Parte do problema prende-se com o uso do mesmo computador para realizar todas as tarefas: trabalho, compras, lazer, entre outras. O ideal seria que as pessoas tivessem dois aparelhos distintos. Na falta de equipamentos adicionais, pode-se optar pelo acesso remoto. Porém, também esta opção poderá ter as suas falhas de segurança, dependendo, nomeadamente, dos comportamentos do utilizador.