Covid-19: farmácias garantiram medicamentos a mais de cinco mil doentes de risco

Doentes com cancro, VIH-sida, esclerose múltipla e outras patologias continuam a receber a sua medicação em casa ou numa farmácia local.

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Estão envolvidas na Operação Luz Verde, 1672 farmácias e 24 hospitais. Paulo Pimenta

Em três semanas, as farmácias comunitárias, no âmbito da Operação Luz Verde, garantiram a entrega de medicamentos a mais de cinco mil doentes que antes da pandemia se deslocavam aos hospitais centrais para esse efeito.

De acordo com a informação divulgada pela Associação Nacional de Farmácias (ANF) doentes com cancro, VIH-sida, esclerose múltipla e outras patologias continuam a receber a sua medicação em casa ou numa farmácia local da sua preferência.

Estão envolvidas nesta operação, 1672 farmácias e 24 hospitais. E dos cinco mil doentes que receberam os medicamentos em casa ou na farmácia, 2525 são seguidos no Centro Hospitalar de Lisboa Central e 2239 no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Juntaram-se a esta causa também a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI),  a PSO- Associação Portuguesa da Psoríase e o GAT- Grupo de Activistas em Tratamento.

Segundo a ANF, a Operação Luz Verde resulta do esforço concertado de associações de doentes, farmácias, hospitais e distribuidores farmacêuticos para evitar deslocações desnecessárias aos serviços de saúde e diminuir o risco de infecção dos doentes mais frágeis.

“Os farmacêuticos hospitalares e comunitários estão unidos nesta operação de salvaguarda da saúde das pessoas mais fragilizadas”, declarou Humberto Martins, director da Área Profissional da Associação Nacional das Farmácias, acrescentando que “as farmácias comunitárias decidiram contribuir, graciosamente, para o grande objectivo de Saúde Pública de manter as pessoas tranquilas em casa”.

O serviço Luz Verde é totalmente gratuito nesta fase de pandemia. As farmácias e os distribuidores farmacêuticos suportam os custos da operação logística, que é por sua vez comparticipada pelo Fundo de Emergência Abem, da Associação Dignitude. A confidencialidade, as boas práticas de transporte de medicamentos e o aconselhamento farmacêutico são garantidos em todo o circuito.

As ordens dos Farmacêuticos e dos Médicos também apoiam a iniciativa, que responde à norma conjunta da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Infarmed publicada no dia 19 de Março, com o objectivo de “agilizar a dispensa de medicamentos hospitalares através da farmácia comunitária”.