Layoff já abrange 938 mil trabalhadores, turismo e comércio lideram

Há 938 mil trabalhadores com salário reduzido devido ao layoff simplificado. Ministra entende que o mecanismo está a servir de “amortecedor”, como se pretendia.

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Restauração é um dos sectores mais afectados pela paragem da economia e que tem empresas que recorreram ao layoff simplificado Pedro Fazeres/arquivo

Em 20 dias, o número de pessoas em layoff aproximou-se da previsão do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que no início da crise sanitária provocada pela covid-19 estimou um milhão de trabalhadores afectados. Neste momento há 938 mil pessoas em layoff, segundo foi revelado nesta manhã pela ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho.

Outros dados mencionados mostram que a esmagadora maioria das empresas (96%) que recorreram a este mecanismo têm até 50 trabalhadores. E que 79% têm até dez trabalhadores. O que significa que, segundo o critério da dimensão da força laboral, 79% das empresas envolvidas são micro e 96% são micro e pequenas empresas.

Não foi divulgado o número total de empresas. O PÚBLICO pediu esse número ao gabinete da ministra. Até agora, sem resposta. Eram 32 mil quando, há 11 dias, havia mais de 550 mil pessoas em layoff.

Em termos de áreas de actividade, a maioria é do sector do alojamento, restauração e turismo. Segue-se o comércio. A ministra detalhou que 1300 entidades da área social recorreram a este mecanismo.

A governante foi ouvida, por videoconferência, pelos membros da Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social. Respondendo a deputados, deu um primeiro número (931 mil pessoas), mas depois corrigiu numa segunda intervenção, dizendo que são 938 mil.

Este número, defendeu a ministra, “significa que este mecanismo do layoff simplificado está a conseguir servir de amortecedor”, ajudando a manter postos de trabalho, o que “foi o objectivo desde o início”.