Covid-19: África ultrapassa os 15 mil casos confirmados

O novo coronavírus já matou mais de 800 pessoas em todo o continente e o número de infectados continua a subir. Apenas dois dos 54 países africanos não registaram casos.

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A moçambicana Luisarda Matsinhe, 26 anos, costura máscaras a partir de capulanas LUSA/RICARDO FRANCO

O número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus em África já superou a barreira dos 15 mil, informaram esta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC). A covid-19 já chegou oficialmente a 52 dos 54 países do continente e matou mais de 800 pessoas. 

Segundo a tabela divulgada pelo gabinete regional da OMS para África, o país onde se registaram mais casos, até ao momento, é a África do Sul, com 2272 pessoas infectadas. Seguem-se os países do outro extremo do continente, nomeadamente o Egipto (2065), a Argélia (1983) e Marrocos (1746).

Entre os países de língua oficial portuguesa, a lista é liderada pela Guiné-Bissau, com 39 casos confirmados, seguida por Moçambique (21), Angola (19), Cabo Verde (10) e São Tomé e Príncipe (4).

Ao início da manhã desta terça-feira, apenas Lesoto e Comoros não tinham registado qualquer caso de infecção e, no total, recuperaram da doença quase 3000 pessoas.

Os especialistas acreditam, no entanto, que a propagação do vírus pelo continente africano ainda está numa fase precoce, pelo que aguardam por uma subida substancial do número de infectados e de vítimas mortais. 

A falta de equipamento médico, a fragilidade dos sistemas de saúde e a pobreza extrema em alguns dos países em causa preocupam as autoridades sanitárias internacionais e nacionais, que temem que a situação de descontrole. 

De acordo com a OMS, contam-se apenas cinco camas em unidades de cuidados intensivos por cada milhão de pessoas em África. Na Europa, por exemplo, a proporção é de quatro mil camas pelo mesmo número de pessoas.

Mesmo as medidas de isolamento social, impostas pelos vários governos africanos para conter a pandemia, podem ser insuficientes para travar ou desacelerar a propagação do coronavírus em algumas países e regiões onde grande parte da população depende da economia informal para sobreviver.

O Fundo Monetário Internacional, no entanto, mostrou-se disponível para aliviar as obrigações de pagamento da dívida, pelo menos durante seis meses, a 25 países, a maioria dos quais africanos. Entre eles estão a Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. 

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