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Exames em Julho, acesso em Setembro: o que muda no caminho para o ensino superior

Só os estudantes que querem ir para o ensino superior têm que fazer as provas do secundário. O próximo ano lectivo nas universidades e politécnicos só começa em Outubro.

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Goncalo Dias

Que exames nacionais serão realizados?

Apenas os estudantes do 11.º e do 12.º ano realizarão exames – o Governo cancelou as provas nacionais do 9.º ano, bem como as provas de aferição do 2.º e 5.º ano. E, mesmo entre estes, nem todos têm que ir a exame. 

Os alunos do ensino secundário apenas têm que ir fazer exame às disciplinas que escolherem como prova de ingresso nos cursos do ensino superior a que queiram candidatar-se. Os exames que se destinam à aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário estão cancelados. Quer isto dizer que quem não pretender entrar numa universidade no próximo ano lectivo – no ano passado, só 55% dos alunos do secundário queriam prosseguir estudos –​ não têm que ir fazer as provas. 

São 22 as disciplinas sujeitas a exame nacional no ensino secundário – como Português, Matemática, Física e Química e Biologia e Geologia, habitualmente as mais concorridas, mas também Filosofia, História, Geometria Descritiva e as várias línguas estrangeiras. Só as disciplinas sujeitas poderão ser leccionadas dentro das escolas, caso as aulas presenciais ainda sejam retomadas. As restantes continuarão a ser trabalhadas à distância.

Quando são feitos os exames nacionais?

Os exames do ensino secundário foram adiados por cerca de três semanas, de modo a dar mais tempo às escolas para que concluam o ano lectivo. As aulas vão poder estender-se até 26 de Junho. A 1.ª fase das provas nacionais, que estava marcada para a segunda quinzena de Junho, passa a acontecer entre os dias 6 e 23 de Julho. A 2.ª fase, que habitualmente acontece em Julho, passa para depois das férias de Verão: realiza-se de 1 a 7 de Setembro.

Como será calculada a média de acesso?

Em teoria, não há alterações na fórmula de cálculo da média de acesso, que tem em conta a classificação final de ensino secundário e as provas específicas de ingresso em cada curso superior, cujo peso varia entre 35% e 50%. No entanto, uma vez que os exames que se destinam apenas à aprovação de disciplinas foram cancelados, a nota final do secundário resultará apenas da avaliação dos professores, sem qualquer peso dos exames.

Quando é feita a candidatura ao ensino superior?

Com as alterações nas datas dos exames nacionais do ensino secundário, também o calendário de acesso ao ensino superior vai sofrer mexidas. Todos os prazos foram adiados, em cerca de três semanas. As candidaturas são realizadas durante o mês de Agosto, de 7 a 23. Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso vão ser conhecidos a 28 de Setembro

Uma vez que 2.ª fase dos exames nacionais foi adiada para Setembro, a 2.ª fase do concurso de acesso às universidades e politécnicos passa a acontecer entre 28 de Setembro a 9 de Outubro, sendo as colocações anunciadas uma semana depois, a 15 de Outubro. Como habitualmente, há ainda uma 3.ª fase para ingresso ao ensino superior, cujas colocações serão conhecidas a 30 de Outubro.

Quando começam as aulas no ensino superior?

As colocações no final de Setembro levarão o próximo ano lectivo a começar mais tarde no ensino superior. Na generalidade das instituições, isso implica adiar o início das aulas para a primeira ou segunda semana de Outubro. Um número mais pequeno de instituições de ensino começa as aulas apenas depois da 2.ª fase de colocações, agora agendadas para 15 de Outubro.

Este ano ainda haverá aulas nas universidades?

As universidades e os politécnicos têm autonomia para definir as suas estratégias para o que resta deste ano lectivo. Universidades como a do Minho, a de Évora ou a de Coimbra e várias faculdades de Lisboa e do Porto já assumiram que não haverá mais aulas presenciais até ao final do semestre. As restantes mantêm as aulas à distância ainda com a expectativa de retomar as actividades presenciais na fase final do ano. Essa solução permitira, por exemplo, concentrar as “cadeiras” práticas, que neste momento não estão a poder ser leccionadas.

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