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Infectado com covid-19 que fugiu no domingo continua a monte

O comando metropolitano da PSP do Porto diz ao PÚBLICO não saber se o fugitivo está sozinho ou acompanhado e afirma também ainda não conseguir confirmar se o cidadão em causa tem sobre si um mandado de detenção por furtos no Algarve.

PSP continua em busca do fugitivo
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PSP continua em busca do fugitivo Nelson Garrido

Continua a monte o cidadão infectado com covid-19 que no último domingo foi interceptado pela PSP a passear na Póvoa de Varzim e que, mais tarde, fugiu do isolamento domiciliário que lhe foi imposto - acção que poderá valer-lhe pena de prisão.

Ao PÚBLICO, a PSP da Póvoa de Varzim disse na quarta-feira que “está tudo na mesma” e que o cidadão “em princípio, não foi localizado”, tal como as relações públicas da PSP do Porto: “Que tenhamos conhecimento, não foi localizado. Mas não sei, pode ter sido noutro local. Aqui, não”.

Mais certezas teve António Veiga, assessor do comando metropolitano da PSP do Porto, que garantiu ao PÚBLICO já nesta quinta-feira que não há informações de detenção. “Não tenho conhecimento de que tenha sido localizado”, explica, acrescentando que as forças policiais estão a “fazer diligências para confirmar a identidade” do fugitivo.

Sozinho ou acompanhado?

Segundo o Jornal de Notícias, a fuga envolveu o já referido homem de 43 anos – emigrante em França que terá entrado em Portugal em Março –, mas também a mãe, de 70, ambos diagnosticados com covid-19 após testes feitos no Hospital de São João, no Porto. Uma vez que apresentavam sintomas ligeiros, foram mandados para casa, para recuperarem em isolamento. O primeiro acabou por ser detido no domingo, pela PSP, por violação grave do dever de confinamento, sendo conduzido à residência.

Segundo relatos dos vizinhos, os dois familiares foram vistos a fazer malas depois de a PSP ter saído e, desde então, as forças policiais tentam localizá-los. Sem sucesso, até ver.

O comando metropolitano da PSP do Porto diz ao PÚBLICO não saber se o fugitivo está sozinho ou acompanhado e afirma também ainda não conseguir confirmar se o cidadão em causa tem sobre si um mandado de detenção por furtos no Algarve – informação veiculada em alguma imprensa e que justificaria a insistência na fuga às autoridades.

Caso está entre as 158 detenções

Desde o início do estado de emergência até ao final da tarde desta quarta-feira, a PSP e a GNR já detiveram 158 pessoas por crimes de desobediência, nomeadamente por violação do confinamento obrigatório – este caso será um deles.

Desde 3 de Abril, o início da segunda fase do estado de emergência, já houve 50 detenções por crimes desta índole.

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