“O que eles deixaram no manicómio” recebe Prémio de Jornalismo em Saúde

Série especial de reportagens da autoria de Catarina Gomes recebeu também o prémio na categoria Imprensa.

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Paulo Porfírio

A série especial de reportagens “O que eles deixaram no manicómio”, da autora da jornalista Catarina Gomes, divulgada no PÚBLICO entre Outubro e Novembro, recebeu o Prémio de Jornalismo em Saúde. Recebeu também o prémio na categoria de Imprensa.

O prémio anual, que vai na sua quarta edição, é atribuído pelo Clube de Jornalista e pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) ao melhor trabalho na área da saúde publicado em 2019.

O trabalho divulgado no PÚBLICO conta em quatro reportagens, com fotografias de Paulo Porfírio, a história de antigos doentes do Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa – o primeiro hospital psiquiátrico em Portugal (inaugurado em 1848) e o primeiro a fechar portas, em 2011 – através de alguns dos objectos que estes deixaram para trás no hospital abandonado: como um bilhete de identidade de 1931, uma caixa de ponteiros de relógio, o passaporte de um capitão de longo curso e uma série de fotografias de família a preto e branco.

O trabalho jornalístico foi feito no âmbito da Bolsa de Investigação Jornalística atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian e vai dar origem a um livro com o título Coisas de Loucos, em edição da Tinta-da-China.

A jornalista Isabel Meira, da Antena 2, recebeu o Prémio na categoria de Rádio com o trabalho “Voando sobre um ninho de estigmas”; Catarina Marques, jornalista da SIC, ganhou com o trabalho “No Coração do Hospital” a categoria Televisão; e Helena Bento, jornalista do Expresso, foi premiada na categoria Jornalismo Digital pelo trabalho “Ou durmo ou morro”.