“Não nos cancelem”: artistas pedem que espectáculos sejam adiados

A carta aberta, subscrita por mais de 1600 autores e artistas, ganha voz num vídeo que pede: "Adiem-nos, mas não nos cancelem agora". Às entidades públicas, a comunidade artística pede que reagendem os eventos ou espectáculos suspensos para conter a covid-19 e que procedam ao seu pagamento. 

As medidas anunciadas até agora são "insuficientes" dizem, apelando à criação de um fundo de emergência. “É um contra-senso acreditar que todos estes profissionais do espectáculo podem exercer a sua actividade sem que o espectáculo exista”, escrevem, pedindo mais apoios para quem vemos actuar mas também para quem fica por detrás da cortina, como os “milhares de técnicos (de som, de luz, de palco, cenógrafos, produtores, assistentes de produção, roadies e tantos outros) que se encontram sem qualquer rendimento”.

Uma das medidas pensadas pelo Ministério da Cultura, o festival de música TV Fest, foi suspenso um dia depois de ser anunciado. O festival, que tinha um orçamento de um milhão de euros a distribuir pelos participantes, levou a uma petição que em menos de 24 horas reuniu 20 mil assinaturas.

De acordo com a ministra da Cultura, Graça Fonseca, estava previsto que actuassem ao longo de um mês total de “160 músicos”, “de todos os estilos musicais”, a quem fora pedido que “envolvessem sempre equipas técnicas”. O festival vai agora ser repensado, disse.

A carta aberta é da autoria da Sociedade Portuguesa de Autores, da Gestão dos Direitos dos Artistas e da Associação de Gestão de Direitos de Produtores Fonográficos e foi publicada a 7 de Abril.

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