Ikea Portugal adopta layoff por 30 dias para 65% dos trabalhadores

Em causa está um universo de 1600 pessoas. Salário será pago a 100%, garante a multinacional de mobiliário e decoração

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asm ADRIANO MIRANDA

A maior retalhista mundial de decoração e mobiliário vai aderir a regime de layoff simplificado disponível em Portugal, anunciou hoje a companhia, que irá manter parte da actividade comercial no país.

Em comunicação por email às redacções, a Ikea afirma que a subsidiária portuguesa, “em alinhamento global, decidiu adoptar medidas excepcionais e temporárias de protecção dos postos de trabalho, através da implementação do sistema de layoff simplificado temporário durante um período de 30 dias, eventualmente renovável nos termos da lei”.

A medida será adoptada a partir de 13 de Abril, esclarece o grupo, e “irá abranger aproximadamente 65% dos colaboradores das lojas, escritórios e centro de apoio ao cliente”.

O grupo não contabiliza o número exacto no comunicado, mas, tendo em conta o número médio final com que terminou o ano de 2019 – 2500 segundo os dados da gestão – 65% andará à volta de 1625 pessoas.

Apesar do regime de layoff nomalmente implicar um corte de um terço na remuneração base ilíquida, a Ikea (como já o anunciou a TAP e a Autoeuropa), irá ultrapassar esse patamar.

“Dentro deste regime excepcional e temporário de layoff, a Ikea irá garantir 100% da remuneração base de todos os colaboradores abrangidos por este regime”, garante a multinacional retalhista. A companhia salienta que “o pagamento total dos salários dos seus colaboradores” tem sido garantido mesmo com o abrandamento da actividade”. Desde 18 de Março, a Ikea Portugal “manteve apenas parte da sua actividade de ecommerce”.

A companhia, com cinco grandes superfícies em Portugal, “continuará a assegurar o funcionamento da sua loja online, pelo que os colaboradores com funções relacionadas com o normal funcionamento deste canal e de outras áreas essenciais irão manter os seus horários, ainda que possam ser necessárias algumas adaptações”, explica.

E reconhece que “o impacto comercial resultante do encerramento das lojas ao público, associado à incerteza da data de reabertura, são as principais razões que levaram a marca a tomar esta decisão, uma vez que a maioria das lojas Ikea no mundo se encontram fechadas há várias semanas”.

No ano passado, a Ikea Portugal teve 16,7 milhões de visitantes nas cinco lojas físicas e 34 milhões de visitas no site. Facturou 478 milhões de euros no mercado português.