Covid-19: Gio Rodrigues pede ajuda a costureiras para confecção de máscaras

Designer lança apelo a costureiras, no Instagram, para que ajudem a confeccionar material de protecção individual.

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Gio Rodrigues é conhecido pelo seu trabalho com noivas Paulo Pimenta

Desde que o designer de moda Gio Rodrigues colocou um post no Instagram, a pedir a ajuda solidária de costureiras de todo o país para a confecção de material de protecção hospitalar, que não param de cair os pedidos de profissionais de saúde, hospitais e lares. “Só a Legião da Boa Vontade, que também distribui refeições aos sem-abrigo, solicitou duas mil máscaras de protecção individual”, conta o criador ao PÚBLICO.

Estava a ver as notícias sobre a pandemia da covid-19, na televisão, quando o designer se apercebeu que, “além do dever de ficar em casa”, também poderia ajudar a combater uma lacuna ao nível do equipamento de protecção individual. Gio Rodrigues começou logo a idealizar o projecto de confeccionar centenas de máscaras de protecção individual, protecções de pescoço, “túnicas, calças e calçado de protecção”. 

Os apoios foram chegando de vários pontos do país, desde o tecido não tecido (TNT) doado pela empresa Nomalism, em Lisboa, até ao corte dos moldes noutra empresa parceira do designer, a Nuditex. Gio Rodrigues também conseguiu mobilizar empresas têxteis para a confecção do material de protecção, mas ainda assim não chegam para tantos pedidos que não param de cair, provenientes de instituições de todo o país, desde o Hospital Militar, no Porto, passando pela Legião da Boa Vontade até aos vários lares de terceira idade que solicitam material. 

Por isso, o designer lançou um desafio na sua página de Instagram: “Agora sou eu que preciso da tua ajuda, pois tenho um projecto solidário que necessito de divulgar (...) para que consiga ter o maior número de costureiras a produzir” o equipamento de protecção individual.

O criador pede a costureiras que se juntem a esta causa, nem que seja por quatro horas, para confeccionar algumas peças. A loja do designer em Lisboa (na Rua Rodrigo da Fonseca, 113) e o novo atelier da Boavista, no Porto (na Rua de 31 de Janeiro, 114), são os pontos de recolha dos tecidos e de entrega dos equipamentos pelas costureiras voluntárias. 

Empresários de todo o país têm-se mobilizado para produzir este equipamento em falta, como o designer Luís Onofre que está a confeccionar máscaras de protecção individual para instituições do concelho de Oliveira de Azeméis e arredores. Mas também têm surgido vários projectos solidários de voluntários menos famosos, como é o caso de Carlos Valeriano, na Lourinhã, que deu início à Máscara Solidária e que, no YouTube, ensina como fazê-las.