Como eu encontrei Livingstone
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Grandes exploradores: viagens até ao infinito e mais além

Importa ter ambição, engenho e desembaraço. Um golpe de sorte e uma grande equipa também ajudam. Mas nem todos podem ser Livingstone, Amundsen, Lindbergh ou Gagarin. Os grandes exploradores são uma espécie completamente à parte.

Todos viajam, mas os exploradores esforçam-se por conquistar o desconhecido, os viajantes querem explorá-lo e eventualmente ir mais fundo, enquanto os turistas preferem facilidade e consumo. Desde meados do século passado, no entanto, os exploradores passaram à história, os viajantes profissionais rareiam e turistas somos quase todos. A diferença, nesta fase do campeonato, é que até os turistas são uma espécie em extinção, ou melhor em suspensão. Quer também dizer que, para um mundo inteiro forçado a viver de pantufas, mais vale voltar às origens, à infância das viagens e a essas histórias clássicas de exploração e aventura que envolvem enormes riscos, esforços prodigiosos e finais mais ou menos felizes, mas forçosamente empolgantes.