Alunos organizam maratona para aprender a programar com a covid-19

O HackatHOME quer pôr 40 pessoas a aprender sobre programação e a usar aquilo que aprendem para perceber como a covid-19 funciona.

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O evento vai prolongar-se por 11 horas daniel rocha

No próximo sábado, dia 4 de Abril, há uma maratona online de 11 horas para se aprender a programar e, ao mesmo tempo, perceber melhor os mecanismos de propagação da covid-19. O evento HackatHOME está a ser organizado pela [email protected]ólica, um clube de alunos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (Católica-Lisbon). 

Não é preciso ter bases em programação ou análise de dados, nem instalar programas especiais no computador. As aulas, discussões e apresentação de resultados na HackatHOME serão feitas em “salas virtuais” organizadas através da aplicação de videoconferências Zoom e do serviço de mensagens Slack

“Já preenchemos os 40 lugares que tínhamos disponíveis, mas o sucesso do evento pode levar à organização de outros. Queremos dinamizar o período de quarentena e aprender a programar é uma forma de o fazer”, diz ao PÚBLICO José Freitas, responsável pela área de ciência de dados no clube [email protected]  "O nosso foco são mesmo pessoas sem qualquer experiência na área,” sublinha. 

O objectivo é ensinar cerca de 40 participantes durante a manhã de sábado as bases da linguagem de programação python via videoconferência e desafiá-los, logo de seguida, a usarem-nas para aprender mais sobre a doença covid-19, através dos dados disponibilizados pela Universidade John Hopkins, nos EUA. Desde dia 22 de Janeiro que essa universidade está a compilar informação epidemiológica da doença com base em fontes como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (EDCD), entre outras.

“A covid-19 é o tópico da actualidade. Estamos constantemente a ser bombardeados de todos os lados com informação sobre a doença e a que encontramos neste tipo de base de dados é de confiança”, explica José Freitas. “Ensinar às pessoas como podem interpretar a informação neste tipo de recursos dá-lhes uma ferramenta útil para o futuro.”

Os participantes, divididos em grupos de quatro, vão usar o Google Colab para responder a vários desafios. Trata-se de uma ferramenta online que permite que qualquer pessoa escreva e execute código na linguagem python através do navegador. Cada grupo terá ainda um mentor para os guiar e ajudar ao longo das várias etapas.

“Os desafios na hackathon podem incluir descobrir o número de casos registados e doentes recuperados evoluiu em diferentes locais,” avança Freitas, notando que a equipa ainda está a “acertar os últimos pormenores”. 

A HackatHOME conta com o apoio do CTIE (Centro de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo da Católica-Lisbon) e da Thorly, uma startup portuguesa na área da educação que tem como missão ensinar as bases da programação e análise de dados em ambiente virtual. A participação no evento requer o pagamento de uma caução de 10 euros, mas 8 euros são devolvidos no dia do evento. 

A equipa vencedora terá acesso a um desconto para um curso mais avançado de ciência de dados na Thorly.