Covid-19: faltam testes em Aveiro e Ílhavo, alertam autarcas

Ambos os municípios enfrentam situações de crise em lares de idosos e desesperam pela disponibilização dos meios de rastreio.

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LUSA/MIGUEL PEREIRA DA SILVA

Só no que diz respeito a lares de idosos, no município de Aveiro são ainda “necessários testes à pandemia para 500 utentes e 350 colaboradores em 12 lares, mas até ao momento só foram realizados 50 testes estando previstos mais 50 hoje”, alertou o presidente da câmara Ribau Esteves. As contas são apresentadas num comunicado que pretende desmentir notícias vindas a público dando nota de que Aveiro “surge como prioridade na distribuição geográfica dos testes à Covid-19”. Do município vizinho, também foi emitido um “grito de alerta”. Após a confirmação de um óbito num lar, continuam a faltar testes em Ílhavo.

Em Aveiro, onde a Covid-19 já tirou a vida a três utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia, Ribau Esteves mostrou-se ainda muito preocupado com o facto de o município “continuar a aguardar a chegada de um camião com material de apoio para os profissionais de saúde, que deveria ter chegado na quinta-feira, dia 26, ou na sexta-feira, dia 27 de Março”. O autarca lamenta aquilo que diz ser um “contínuo mau funcionamento da logística do Ministério da Saúde no abastecimento em Equipamentos de Protecção Individual e testes Covid-19 para os seus próprios profissionais trabalharem neste combate, ao serviço dos cidadãos, no qual perder tempo é dar espaço ao crescimento da Covid-19”.

No concelho de Ílhavo, a preocupação intensificou-se após a confirmação de um caso positivo no Lar de S. José, que viria a culminar num óbito, estando, neste momento, mais dois utentes internados. “Além disso, existem no lar mais de uma dezena de casos com sintomatologia associada ao Covid-19, entre utentes e colaboradores da instituição, sem que haja, até agora, qualquer resposta por parte das autoridades de saúde locais relativamente à possibilidade de fazer testes aos potenciais contagiados”, alerta o edil ilhavense, Fernando Caçoilo.

O autarca diz ter apelado “directamente à ministra da Saúde para que seja possível efectuar, rápida e urgentemente, todos testes necessários, procurando-se evitar que a doença alastre e procurando salvar vidas, independentemente da direcção do Lar já ter tomado as precauções de isolamento dos utentes com sintomas”. “É um grito de alerta face ao sentimento de impotência que nos assola diariamente”, reforçou o autarca.

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