Covid-19: 2249 portugueses já regressaram

Dos 420 estudantes Erasmus que pediram apoio, 353 voltaram ao país, garantiu Augusto Santos Silva ao Parlamento.

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Augusto Santos Silva preocupado com África e Timor LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

Dos 3641 pedidos de apoio de viajantes ocasionais portugueses surpreendidos pelos efeitos da crise do novo coronavírus pelo fecho de fronteiras ou do espaço aéreo, 2249 são casos resolvidos, ou seja, já regressaram, afirmou esta terça-feira o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, na comissão parlamentar de Assuntos Europeus.

Numa audição via Skype, o ministro dos Negócios Estrangeiros revelou, ainda, que dos 420 pedidos de apoio de estudantes do programa Erasmus, em 353 casos já estava resolvida a situação, ou seja os alunos tinham voltado a Portugal.

No dia em que foi resolvida a situação dos portugueses retidos no Peru, através de uma missão europeia coordenada por Portugal, Santos Silva fez o balanço destas actuações sob a égide da União Europeia, no total de 200 missões. O ministro congratulou-se com o trabalho realizado, argumentado que, segundo os dados das agências de viagens, dos 30 mil portugueses que se encontravam ocasionalmente no estrangeiros antes da crise da pandemia do covid-19, 27.500 já regressaram ao nosso país.

Augusto Santos Silva destacou, contudo, outros casos. Os referentes a concidadãos que estão nos países de língua oficial portuguesa, com os quais através de voos regulares da TAP foi possível resolver as questões que existiam em Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau. “Estão planeados voos para Moçambique”, anunciou.

“Para Timor-Leste está em curso uma operação específica”, revelou a propósito da situação de 200 professores portugueses devido ao fecho das escolas pela suspensão temporária do ensino. “Deixei muito claro ao meu homólogo que esta situação não põe em causa a cooperação na Educação entre os dois países”, acentuou.

Admitiu que está a ser negociado o repatriamento de técnicos portugueses que trabalham numa base aérea de Djibuti através de negociações com a França. “Aproveitamos voos europeus dirigidos por outros países para neles integrar cidadãos portugueses”, explicou.

Como, aliás, foi feito por Portugal quando liderou o repatriamento do Peru e, há algumas semanas, os voos de Marrocos, nos quais também seguiram cidadãos europeus e de outras nacionalidades.

Finalmente, sobre a situação de trabalhadores temporárias que, pela crise, perderam o seu posto de trabalho, como aconteceu no Luxemburgo, Santos Silva assegurou o reforço dos apoios sociais às comunidades.