De porta a porta, entre compras e conversas, eles saem para ajudar quem tem de ficar

Os voluntários da Impac'tu têm feito o que lhes é pedido e ficado em casa. “Mas, de certa forma, quisemos também fazer o contrário”, atreve-se Filipe Ribeiro: “Sair de casa para poder ajudar quem tem mesmo de ficar.” “Então, surgiu o projecto Porta de Impacto”, apresenta o presidente da associação de jovens universitários que vivem ou estudam no Porto e que, habitualmente, apoiam famílias e pessoas carenciadas na cidade.

Com as actividades regulares da associação suspensas, que vão desde o acompanhamento social ao jurídico, eles não quiseram “ficar parados”. Há cada vez mais gente a precisar de ajuda e as redes solidárias, mais ou menos organizadas, têm-se multiplicado por várias partes do país. No Porto, desde há duas semanas, que pessoas jovens, e que não pertencem a grupos considerados mais vulneráveis à covid-19, entregam as compras e conversam brevemente com quem, segundo os conselhos da Direcção-Geral da Saúde, deve estar resguardado em casa. Quem precisar de ajuda, só tem de os contactar por email.

O P3 acompanhou-os numa manhã de entregas, numa ilha na Travessa da Arrábida, no Porto. Porta a porta.

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