Estás isolado e não podes passear o teu cão? A Vizinho e Cãopanhia pode ajudar

Estudantes de Medicina Veterinária criam plataforma online para ajudar pessoas em risco que não podem ir passear animais de companhia.

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Estudantes de Medicina Veterinária voluntariam-se para passear os cães dos vizinhos que estão em isolamento. Nelson Garrido

Não podes ir passear os teus cães porque estás em isolamento? A Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa (AEFMV) criou a Vizinho e Cãopanhia, uma plataforma online na qual os estudantes de Medicina e Enfermagem Veterinária de todo o país se podem inscrever para passear os animais de pessoas mais velhas ou doentes, aconselhados a ficar em casa devido à pandemia de covid-19.

Lançada na última sexta-feira, 27 de Março, a plataforma Vizinho e Cãopanhia nasceu da necessidade de “assegurar os passeios dos nossos melhores amigos nestes tempos difíceis” e pretende que as pessoas que se inserem em grupos de risco não tenham de contactar com o exterior e possam cumprir o isolamento, sem prejudicar o bem-estar dos animais de companhia.

Ao P3, Maria Inês Feira, vogal da AEFMV, disse que a ideia partiu de vários alunos de Medicina Veterinária que querem “ter um papel mais activo na sociedade”, criando uma rede de voluntários e “passeando os animais das pessoas que não o podem fazer”.

A jovem de 21 anos refere que “a ideia inicial é serem só [estudantes] de Veterinária”, por estarem habituados a lidar diariamente com animais. “Mas, se houver muita resposta e muitos interessados, podemos pensar em abrir a outras áreas”, admite. 

Para participar basta ser estudante daqueles cursos, em qualquer faculdade do país, e fazer o registo na Vizinho e Cãopanhia. Após registado, o voluntário fica visível no mapa, que indica a zona de residência e o nome. O vizinho que precisar da ajuda de um voluntário pode enviar um email e, depois, entrar em contacto.

“Quando mandamos e-mail ao voluntário, a confirmar o registo, mandamos também um cartaz para que possa afixar na sua rua”, para chegar a “pessoas que não têm acesso à Internet ou não conhecem a plataforma”, refere Maria Inês Feira. A AEFMV tem ainda contactado com outras associações de estudantes de Medicina e Enfermagem Veterinária, para dar a conhecer a plataforma e conseguir chegar a mais estudantes, de Norte a Sul do país.