Torne-se perito

Cinco séries que não pode deixar de ver em casa

Sugestões de programas novos e antigos que entretanto regressaram para ver durante estes tempos passados em casa, entre o documentário e a ficção.

Joe Exotic e um dos seus felinos em <i>Tiger King: Murder, Mayhem and Madness</i>, da Netflix
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Joe Exotic e um dos seus felinos em Tiger King: Murder, Mayhem and Madness, da Netflix DR

O nome diz tudo. Tiger King: Murder, Mayhem and Madness, uma nova série documental Netflix, centra-se em Joe Exotic, que é dono de um jardim zoológico caseiro dedicado a felinos grandes no Oklahoma (além de ser dono de uma impressionante mullet no cabelo descolorado). É uma personagem impressionante que em 2016 se candidatou, como independente, à presidência dos Estados Unidos. A série sobre ele, de Eric Goode e Rebecca Chaiklin, está carregada de surpresas, de tentativas de homicídio, maus tratos a animais, poligamia, e personagens tão coloridas quanto o protagonista, de ex-traficantes de droga metidos no negócio dos animais a viúvas acusadas de terem morto o marido. Ainda para satisfazer a sede de crimes da vida real, na HBO Portugal há McMillion$, que chegou ao sexto e último episódio a 6 de Março. Uma criação de James Lee, Hernandez e Brian Lazarte, centra-se num esquema fraudulento para ganhar um jogo de Monopólio da McDonald's entre os anos 1980 e 1990, que envolvia membros da máfia e foi descoberto em 2001.

A mesma plataforma, a HBO, tem também duas séries do canal americano FX. A primeira é uma nova comédia britânica, Breeders, baseada na experiência de Martin Freeman, co-criador e protagonista da série, como pai. Não é uma visão muito positiva da parentalidade, que se apresenta com a ideia de que os pais poderiam morrer pelos filhos, mas também matá-los. Também do FX, há Pose, a criação de Steven Canals com a ajuda de Ryan Murphy e Brad Falchuk que acompanha a cultura ballroom nova-iorquina, dos bailes de drag queens representados no documentário Paris is Burning, de Jennie Livingston. A segunda temporada, que acompanha o início dos anos 1990, com uma esperança de que esta cultura marginal e desprotegida se torne mainstream graças a Vogue, de Madonna, ficou disponível no fim do ano passado.

Ainda na ficção, vai a meio a quinta temporada de Better Call Saul, o spin-off de Breaking Bad centrado maioritariamente no passado de Saul Goodman (até antes de ter esse nome), o advogado duvidoso interpretado por Bob Odenkirk, um original AMC cujos episódios se estreiam, semana a semana, à terça, na Netflix.

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