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Jogos de tabuleiro portugueses sobre Portugal: actividades para fazer em casa

Eis algumas sugestões concretas, com boa relação qualidade/preço, abrangência, durabilidade e replicabilidade. São jogos de tabuleiro portugueses que podem ser jogados incontáveis vezes, com as mesmas pessoas ou novos jogadores.

Mais de uma semana depois do início do isolamento social, precisamos de continuar a estar em casa. Para nós, portugueses, isto é especialmente penoso por vários motivos. Os nossos hábitos de socialização tendem a ser fora de portas e as nossas casas nem sempre têm as condições ideais para lá estarmos muito tempo. São razões culturais, mas também materiais, relacionadas com o nosso poder de compra limitado. Por isso, neste momento de crise, há que tentar encontrar rapidamente actividades sustentáveis que possamos fazer sem gastar demasiado dinheiro.

No último texto sugeri que os jogos de tabuleiro modernos — porque os jogos de tabuleiro não são todos iguais — podiam dar uma ajuda para suportar este momento de isolamento. Chegou o momento, então, de dar algumas sugestões concretas, com boa relação qualidade/preço, abrangência, durabilidade e replicabilidade. São jogos que podem ser jogados incontáveis vezes, com as mesmas pessoas ou novos jogadores. São, principalmente, jogos de estilo europeu, onde se substitui o factor sorte pela estratégia, mas com mecânicas elegantes e simples, capazes de agradar a públicos diversificados. Muitos destes jogos, com o devido apoio e adaptação inicial, podem ser jogados por idades inferiores às recomendadas nas caixas.

Se pesquisarem na Internet vão encontrar muitas listas destas, onde constam alguns dos jogos internacionais mais conhecidos, tais como: Catan, Caracassonne, Ticket to Ride, Stone Age, Splendor, Código Secreto, Dobble, Azul, Sagrada, Love Letter, Wingspan, Dominion, Agricola, Pandemic, 7 Wonders, entre outros. No entanto, há uma indústria criativa nacional a crescer, que produz e exporta. Autores, ilustradores e designers estão a inovar e a contribuir para o fortalecimento da economia nacional, explorando temáticas próprias da nossa história e cultura. Por isso, as próximas recomendações são de jogos destas editoras e autores, que nada ficam atrás dos títulos internacionais (e, por vezes, até os suplantam). Sãs boas opções para ter em casa e que se podem encomendar online facilmente, para nosso entretenimento, mas também para apoiar uma indústria que produz bens diferenciados e sustentáveis enquanto gera emprego de qualidade.

Arraial

Jogo de encaixe de peças do tipo Tetris para construir padrões de cores e formas que geram pontos de vitória, passando-se, tematicamente, durante um arraial tipicamente português.

  • Idade: 8+
  • Número de jogadores: 1 a 4
  • Duração: 30 a 45 minutos
  • Complexidade: baixa
  • Editora: Mebo games
  • Autor: Paulo Soledade & Nuno Sentieiro

Porto

Jogo sobre a construção dos edifícios coloridos da Ribeira no Porto. Nele, os jogadores competem por empilhar os vários pisos pela respectiva cor, através de gestão de cartas.

  • Idade: 8+
  • Número de jogadores: 1 a 4
  • Duração: 30 minutos
  • Complexidade: baixa
  • Editora: Mebo games
  • Autor: Orlando Sá

6 Castelos

Jogo de controlo e exploração do território da fronteira portuguesa durante a Idade Média, com sistema de produção agrícola e domínio estratégico dos pontuadores, que variam de jogo para jogo.

  • Idade: 8+
  • Número de jogadores: 2 a 4
  • Duração: 30 a 60 minutos
  • Complexidade: média
  • Editora: Pythagoras – Games
  • Autor: Costa & Rôla

Garum

Jogo de produção do condimento romano garum, que se fazia na actual Tróia, em que os jogadores vão tentar competir pelo domínio de áreas e, assim, obter o maior número de ponto de vitória.

  • Idade: 6+
  • Número de jogadores: 2 a 4
  • Duração: 20 a 45 minutos
  • Complexidade: baixa
  • Editora: Pythagoras – Games
  • Autor: Ricardo Gomes

O Palácio do Marquês

Jogo sobre a manutenção e exploração do palácio de Oeiras, propriedade do famoso Marquês de Pombal, com especial atenção para o embelezamento dos jardins e exploração agrícola.

  • Idade: 10+
  • Número de jogadores: 2 a 4
  • Duração: 45 a 60 minutos
  • Complexidade: média
  • Editora: Art and Games
  • Autor: João Quintela Martins

Madeira

Jogo sobre os primeiros anos da colonização, exploração e gestão económica da ilha da Madeira. Um jogo mais longo, estratégico e de elevada complexidade para jogadores mais exigentes.

  • Idade: 12+
  • Número de jogadores: 2 a 4
  • Duração: 60 a 150 minutos
  • Complexidade: alta
  • Editora: What’s your game?
  • Autor: Paulo Soledade & Nuno Sentieiro
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