Trump assina requisição de ventiladores depois de ter questionado para que eram precisos

Presidente usa lei do tempo da Guerra da Coreia para conseguir produção de ventiladores da General Motors. O número de mortos em Nova Iorque, o centro da pandemia nos EUA, subiu para 519.

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Park Avenue, em Nova Iorque, fechada ao trânsito. A cidade tem mais de 40% dos casos de infecção nos EUA CARLO ALLEGRI/Reuters

Nos Estados Unidos a pandemia continua a progredir, e Nova Iorque está no olho do furacão, mas várias grandes cidades perfilam-se como novos pontos de preocupação: Detroit, Chicago e Nova Orleães.

No estado de Nova Iorque morreram já 519 pessoas de covid-19 e mais de 44.000 estão infectadas, segundo informou esta sexta-feira o governador do estado, Andrew Cuomo. “São as piores notícias mas não são inesperadas”, declarou.

Cuomo anunciou medidas para aumentar rapidamente a capacidade hospitalar de Nova Iorque, depois de uma troca de comentários com o Presidente - Donald Trump questionou  na quinta-feira, na Fox News, a necessidade de ventiladores, dizendo que normalmente há dois por hospital e por isso não entendia por que razão “agora, de repente, estão a perguntar ‘podemos comprar 30 mil'?”

O número de 30 mil fora mencionado por Cuomo.

Mas esta sexta-feira, Trump usou uma lei do tempo da guerra da Coreia (1950/53) para requisitar à empresa general Motors o fabrico de ventiladores. 

As autoridades de saúde avisaram que na próxima semana outras cidades podem ser hotspots de novas infecções, com “Detroit, Chicago e Nova Orleães” à frente na lista de preocupações, indicou Jerome Adams, que lidera a organização de saúde pública dos EUA que é semelhante à DGS em Portugal. 

Quase 200 cidades dos EUA disseram entretanto que não têm material suficiente para fazer face ao coronavírus, nem em termos de ventiladores nem de equipamento de protecção de profissionais de saúde, diz o diz o New York Times. Num inquérito de uma organização de presidentes de câmara a 213 localidades, mais de 90%, ou seja 192 cidades, disseram não ter, por exemplo, máscaras suficientes para polícias, bombeiros e trabalhadores de emergência médica.

Enquanto isso, entraram nos centros de emprego dos estados um total de 3,3 milhões de pedidos de subsídio de desemprego, o maior número inicial de pedidos da história dos EUA, diz a estação de televisão CNN. 

Tentando fazer frente a dificuldades económicas, o Congresso aprovou um pacote também ele histórico de dois biliões de dólares (equivalente a 1,85 biliões de euros) de estímulo à economia. Trump não demorou a assinar a lei.

Os Estados Unidos ultrapassaram na quinta-feira a China como país com mas infecções por coronavírus, com um total de 97.226 infectados e 1478 mortes.

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