Oficinas de bicicletas já podem abrir, com os cuidados pedidos a todo o comércio

Ministério da Economia alterou o decreto que regulamenta a aplicação do Estado de Emergência para que ninguém fique privado deste meio de transporte.

A bicicleta é também um meio de transporte, considera o Governo
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A bicicleta é também um meio de transporte, considera o Governo Ines Fernandes

O Ministério da Economia anunciou esta sexta-feira à tarde que “os serviços de manutenção e reparação” de bicicletas, "bem como a venda de peças e acessórios podem manter-se em funcionamento para responder às necessidades dos cidadãos que optem por estes veículos para as deslocações previstas no Decreto n.º 2-A/2020, que regulamenta a aplicação do estado de emergência”.

Esta alteração ao decreto, que o PÚBLICO já tinha antecipado nesta quinta-feira, tem efeitos imediatos, através de despacho do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres. Ao PÚBLICO, a tutela da economia assinala, ainda assim, que estas lojas devem cumprir as regras de acesso bem como das regras de segurança e higiene e as regras de atendimento prioritário, previstas no mesmo decreto. 

Esta decisão do Governo vai ao encontro dos apelos de várias organizações, que reagiram com estranheza ao facto de, na primeira versão do decreto, ter sido permitido o funcionamento de “estabelecimentos de manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos, tractores e máquinas agrícolas, bem como venda de peças e acessórios e serviços de reboque”, deixando de lado os velocípedes.

Como o PÚBLICO tinha noticiado, em carta aberta enviada na terça-feira ao Governo, a Abimota, enquanto associação empresarial do sector das duas rodas, ferragens e mobiliário metálico, propôs a inclusão das oficinas e lojas de venda de bicicletas na lista dos estabelecimentos que podem estar abertos ao público durante o período de combate à covid-19. O mesmo pediu a Mubi, associação de utilizadores de bicicleta, num comunicado publicado na quinta-feira.