Militares portugueses no Iraque regressam um mês antes

Fim da missão tinha sido ponderada depois do assassinato, em Janeiro, do general iraniano Qassem Soleimani.

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João Gomes Cravinho Nuno Ferreira Santos

Os 33 militares portugueses que desenvolviam, no Besmayah Range Complex, acções de formação às tropas iraquianas regressam um mês antes do término da sua missão, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Defesa Nacional.

Devido à pandemia da covid-19 vão regressar antecipadamente a Portugal, “com chegada prevista para o final deste mês”, refere o comunicado do ministério tutelado por João Gomes Cravinho.

A missão terminava no final de Abril e, assim, a decisão foi a de antecipar um mês o fim da mesma e o regresso.

As justificações da Defesa são claras. “Não havendo condições para assegurar integralmente a saúde das forças no terreno, as autoridades iraquianas decidiram suspender todas actividades de formação e treino das suas Forças Armadas e de segurança até à segunda quinzena de Maio”, revela o ministério tutelado por Gomes Cravinho.

A base de treino onde estavam os militares portugueses está a 50 quilómetros de Bagdad e, na sequência do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani por um raide norte-americano, Lisboa ponderou terminar com a missão.

A situação militar degradou-se, os iraquianos pararam temporariamente a formação das suas tropas e, perante a inactividade, o ministro João Gomes Cravinho admitiu em entrevista ao PÚBLICO-RR mandar reforçar as tropas do Iraque.

Era de cerca de duas semanas o prazo de avaliação, mas os treinos foram retomadas para, agora, na sequência da pandemia, a missão iniciada em Novembro terminar em Março, um mês menos do que os do semestre.