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Governo avança com programa para a memória do Holocausto

Em Junho são assinalados os 80 anos do salvamento de milhares de judeus por Aristide Sousa Mendes.

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Aristides de Sousa Mendes Nelson Garrido

O Governo criou um grupo de trabalho para promover um programa para a memória do Holocausto, depois de em Dezembro de 2019 Portugal ter-se tornado membro permanente da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto e quando em Junho são assinalados os 80 anos sobre o salvamento de milhares de judeus pelo cônsul português em Bordéus, Aristide de Sousa Mendes. 

Envolvendo a Presidência do Conselho de Ministros, os ministérios dos Negócios Estrangeiros, do Estado e da Presidência, das Finanças, Justiça, da Modernização do Estado e da Administração Pública, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Cultura e Educação, o grupo tem um prazo de 60 dias para apresentar um programa.

Nos termos do despacho publicado esta quinta-feira em Diário da República, o objectivo é reconhecer os feitos dos portugueses que apoiaram as vítimas do Holocausto, dar a conhecer as vítimas portuguesas do Holocausto e incrementar a participação do nosso país na acção internacional em prol da recordação do Holocausto. Do mesmo modo, deve promover conferências, produzir meios audiovisuais, o lançamento pela Fundação Ciência e Tecnologia de investigação histórica e, ainda, materiais escolares para o ensino obrigatório.

O grupo de trabalho, cujos membros não são remunerados, deve contar com a colaboração de várias entidades e associações da sociedade civil. O despacho refere, explicitamente a Comissão da Liberdade Religiosa, Fundação Aristides de Sousa Mendes, Associação Portuguesa dos Professores de História, Associação Memória e Ensino do Holocausto (Memoshoá) e Associação dos Amigos do Arquivo Diplomático.

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