Coronavírus: Cristiano Ronaldo e Jorge Mendes dão nome a duas unidades de cuidados intensivos

No total são 20 novas camas para auxiliar no atendimento ao doente crítico no Centro Hospital Universitário Lisboa Norte.

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O craque português e o empresário vão doar todo o material necessário para duas unidades de cuidados intensivos LUSA/PAULO NOVAIS
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Jorge Mendes é o agente de Cristiano Ronaldo Reuters/STEFAN WERMUTH

Cristiano Ronaldo e o empresário Jorge Mendes vão doar duas unidades de cuidados intensivos ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) para auxiliar no combate ao novo coronavírus. As duas unidades, com dez camas cada uma, serão designadas UCI Cristiano Ronaldo e UCI Jorge Mendes.

Os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, em Lisboa, vão receber duas novas unidades de cuidados intensivos totalmente equipadas, com capacidade para dez camas cada uma. O CHULN reforça, assim, a sua capacidade de atendimento ao doente crítico com covid-19. A partir de agora, estes dois hospitais passarão a dispor de oito unidades de cuidados intensivos, com 77 camas no total.

O jogador português Cristiano Ronaldo e o empresário Jorge Mendes doaram todo o equipamento para as duas novas unidades de cuidados intensivos: camas, ventiladores, monitores cardíacos, bombas e seringas infusoras — equipamento essencial na assistência ao doente crítico com o novo coronavírus.

As novas unidades de cuidados intensivos serão baptizadas de UCI Cristiano Ronaldo e UCI Jorge Mendes, em homenagem aos doadores. Terminado o combate ao novo coronavírus, as unidades serão reconvertidas para reforçar a medicina intensiva, que contava anteriormente com 31 camas e aumenta a sua capacidade para 51 camas.

O CHULN activou a primeira unidade de cuidados intensivos para doentes críticos com covid-19 no dia 6 de Março. Das 203 pessoas internadas com o novo coronavírus, há 48 internadas em unidades de cuidados intensivos. Para já, registam-se 30 mortes em Portugal e 2362 casos confirmados de infecção.

Cristiano Ronaldo tem apelado nas redes sociais ao cumprimento dos “conselhos da OMS e governos como lidar com a situação”. “Hoje falo não como jogador de futebol, mas como filho, pai e um ser humano preocupado com os recentes desenvolvimentos que estão a afectar todo o mundo”, lê-se numa mensagem publicada em inglês no seu Instagram. “Proteger a vida humana tem de se sobrepor a outros interesses”, escreveu ainda o internacional português.