Tom Hanks está melhor. E manda toda a gente ficar em casa

O actor norte-americano e a mulher, a também actriz e cantora Rita Wilson, sentem-se melhor e já estão em ambiente doméstico. Mas deixam a mensagem para que todos se resguardem.

"Duas semanas após termos tido os primeiros sintomas, sentimo-nos melhor”
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"Duas semanas após termos tido os primeiros sintomas, sentimo-nos melhor” Reuters/Monica Almeida

“Abrigar-se num lugar funciona assim: ‘não se passa [o vírus] a ninguém; não se recebe de ninguém.’” A mensagem, divulgada numa publicação no Twitter, encoraja toda a gente a praticar o isolamento social que, até à data, aparenta ser a única solução para diminuir a incidência de casos de covid-19 que, em alguns países, como Itália, Espanha ou Irão, já resultou no colapso dos respectivos sistemas de saúde.

Tom Hanks e Rita Wilson foram das primeiras celebridades de Hollywood a serem diagnosticadas com o novo coronavírus, quando se encontravam na Austrália em trabalho: Hanks nas filmagens do biopic sobre Elvis Presley, realizado por Baz Luhrmann, em que encarna o papel do coronel Tom Parker, agente da estrela do rock; Wilson tinha agendada uma série de concertos no país.

Após o resultado positivo e de terem recebido tratamento hospitalar, o casal está em auto-isolamento numa propriedade que, entretanto, arrendou em Queensland. “Duas semanas após termos tido os primeiros sintomas, sentimo-nos melhor”, adianta o actor na mesma publicação.

Entretanto, os casos de SARS-CoV-2 entre celebridades de Hollywood, e não só, têm vindo a multiplicar-se. Entre outros, os actores Idris Eba, Kristofer Hivju (Guerra dos Tronos), Olga Kurylenko e Daniel Dae Kim (Hawai Força Especial); o produtor caído em desgraça Harvey Weinstein; o tenor Placido Domingo; o escritor chileno Luis Sepúlveda (após ter estado em Portugal, nas Correntes d'Escritas, em Póvoa de Varzim); e um rol cada vez mais vasto de atletas, entre os quais o defesa da Juventus Daniele Rugani, colega de equipa de Cristiano Ronaldo.

Também na política e nos altos cargos, os nomes de infectados sucedem-se. Entre outros, António Vieira Monteiro, presidente do Santander, foi uma das primeiras vítimas mortais em Portugal; o senador norte-americano pelo Partido Republicano Rand Paul; o príncipe Alberto do Mónaco; o negociador europeu do Brexit Michel Barnier; o ministro brasileiro da Energia, Bento Albuquerque; o conselheiro da segurança no Brasil, Augusto Heleno; o embaixador de Israel em Berlim, Jeremy Issacharoff; a ministra da Saúde britânica, Nadine Dorries; o ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Peter Dutton; o vice-presidente do Irão, Massoumeh Ebtekar; as mulheres dos primeiros-ministros canadiano e espanhol; o ministro da Cultura francês, Franck Riester; ou o ministro do Ambiente da Polónia, Michal Wos.

Todos têm aproveitado o facto para deixarem um apelo para que toda a gente cumpra as regras de isolamento social e para que fiquem em casa.