Coronavírus: primeiro-ministro japonês diz que adiamento dos Jogos Olímpicos pode “ser inevitável”

Shinzo Abe garantiu que o país continuava empenhado em organizar os Jogos Olímpicos nas melhores condições, mas “se isso se tornar difícil, tendo em conta em primeiro lugar os atletas”, a decisão de um adiamento “poderá ser inevitável”.

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Comité Olímpico Internacional (COI) já levantou a possibilidade de adiar o evento LUSA/KIMIMASA MAYAMA

A decisão de adiar Tóquio2020 “poderá ser inevitável” se a pandemia do novo coronavírus tornar impossível organizar os Jogos Olímpicos com segurança, reconheceu esta segunda-feira, pela primeira vez, o primeiro-ministro japonês.

Perante o parlamento japonês, Shinzo Abe garantiu que o país continuava empenhado em organizar os Jogos Olímpicos nas melhores condições, mas “se isso se tornar difícil, tendo em conta em primeiro lugar os atletas”, a decisão de um adiamento “poderá ser inevitável”.

Apesar da propagação da pandemia da covid-19 no mundo e as crescentes interrogações em torno de Tóquio2020, Abe não tinha ainda abordado esta opção oficialmente.

Esta posição do chefe do Governo nipónico surgiu depois de, no domingo, o Comité Olímpico Internacional (COI) ter levantado a possibilidade de adiar o evento, depois de um prazo de quatro semanas para tomar uma decisão com todos os seus parceiros. “A anulação não é uma possibilidade”, insistiu Abe, retomando as declarações do presidente do COI Thomas Bach que, na véspera, tinha declarado que anular os Jogos seria “destruir o sonho olímpico”.

Nos últimos dias, o organismo responsável pelos Jogos tem sido pressionado por vários comités e federações, que defendem o adiamento do evento, por considerarem que existe risco para a saúde e bem-estar dos atletas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.

Os países mais afectados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 1720 mortos em 28.572 infecções, o Irão, com 1685 mortes num total de 22.638 casos, a França, com 674 mortes (16.018 casos), e os Estados Unidos, com 390 mortes (31.057 casos).

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