Coronavírus: OMS alerta que jovens “não são invencíveis”

O director-geral da OMS afirmou que, apesar de a mortalidade ser maior entre a população mais idosa, as escolhas que os jovens fazem sobre os locais em que se deslocam “podem significar a diferença entre vida e morte para outras pessoas”.

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Reuters/Christopher Black/WHO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) voltou a sublinhar que os jovens “não são invencíveis” no que toca à pandemia de covid-19, salientando que a doença os pode matar ou confinar ao hospital durante semanas.

Em conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra, o director-geral, Tedros Ghebreyesus afirmou que, apesar de a mortalidade ser maior entre a população mais idosa, as escolhas que os jovens fazem sobre os locais em que se deslocam “podem significar a diferença entre vida e morte para outras pessoas”.

A OMS salienta que “os mais novos não são poupados” à doença e que as pessoas com menos de 50 anos são “uma percentagem significativa dos infectados”.

“Solidariedade, solidariedade, solidariedade” entre países e grupos etários diferentes é “a chave para derrotar” a doença, afirmou o responsável, destacando a “boa notícia” registada na quinta-feira na cidade onde começou a pandemia, Wuhan, na China, onde não se verificaram casos novos.

Luta contra notícias falsas

O director-geral da Organização Mundial da Saúde referiu que aquela instituição se está a esforçar para criar mecanismos que impeçam a propagação de notícias falsas e informações pouco fidedignas sobre a covid-19, avançando que ainda existem muitos cidadãos a partilhar informações sobre “curas” ou “teorias de conspiração” que não são verdadeiras.

Ghebreyesus reforçou ainda que é necessário não só aumentar todo o material disponível para o combate à epidemia, mas também continuar com a realização de testes que permitam identificar cidadãos infectadas.

O responsável pediu ainda a todos os cidadãos mundiais que tentem manter uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercício físico diário para que “o sistema imunitário continue a funcionar”.

Tedros Ghebreyesus destacou que uma das maiores preocupações da organização é o que se poderá passar em países com sistemas de saúde mais fracos e populações mais vulneráveis, onde a doença poderá provocar “enorme perda de vidas”.

Esses cenários “não são inevitáveis”, assegurou, admitindo que “todos os dias, se atingem marcas trágicas” no número de mortes e pessoas infectadas.

Números actualizados desta sexta-feira dão conta de mais de 265 mil pessoas infectadas em 182 países e mais de 11.000 mortos em todo o mundo.

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