Laboratório Militar começa esta semana testes da covid-19

Há três mililares infectados pelo novo coronavírus, um por ramo. Apenas o afecto ao Exército está internado no Hospital das Forças Armadas.

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Há três doentes com covid-19 nas Forças Armadas Nuno Ferreira Santos

O Laboratório Militar tem previsto ainda esta semana começar a realizar testes de despiste do novo coronavírus, respondendo, assim, às solicitações que lhe foram feitas pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

Tais testes seguem a metodologia utilizada pelo Laboratório de Referência do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e reforçam a oferta de testes a nível nacional. Também no Laboratório Militar foi intensificada, já em Fevereiro passado, a produção de gel desinfectante.

Até esta quarta-feira, existiam três casos de infecção pelo novo coronavírus nas Forças Armadas, um por ramo. O primeiro a ser conhecido foi o da Marinha, onde o militar infectado já teve alta hospitalar, mas mantém-se em isolamento social no seu domicílio.

Outro caso detectado foi no Exército, com um militar presentemente internado no Hospital das Forças Armadas. O terceiro infectado é da Força Aérea e encontra-se em isolamento social em casa.

Recorda-se que na terça-feira da passada semana, o ministro Gomes Cravinho anunciou no Parlamento que 14 militares estavam em período de quarentena devido à pandemia de covid-19.

“Nenhum dos que estão em quarentena deu positivo nos testes”, revelou, então, o ministro aos deputados da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional. Pelo que os três infectados agora noticiados são posteriores ou resultam da evolução da doença detectada na semana passada.

No âmbito das resoluções do Conselho de Ministros de 10 de Março sobre a covid-19, foram suspensas até 9 de Abril todas as actividades lectivas e não lectivas presenciais no Instituo Universitário Militar e nas suas unidades orgânicas. Ou seja, na Escola Naval e nas academias Militar e da Força Aérea.

O Parlamento aprovou nesta quarta-feira a proposta do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de declaração do estado de emergência, mas só após o Conselho de Ministros de quinta-feira será ponderado o tipo de apoio, se for necessário, que as Forças Armadas prestarão às autoridades civis no combate à pandemia.

As Forças Armadas dispõem de 2300 camas em várias unidades militares da sua rede e nos pólos de Lisboa e Porto do Hospital das Forças Armadas têm disponibilizadas camas para internamento em enfermaria e cuidados intensivos.