CTP diz que é preciso rapidez nas medidas de apoio às empresas

Governo anunciou esta quarta-feira três linhas para apoiar a restauração e o turismo, que totalizam 1700 milhões de euros.

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Francisco Calheiros, presidente da CTP Miguel Manso

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera que as medidas anunciadas são adequadas à actual conjuntura de pandemia Covid-19, mas pede que os apoios sejam operacionalizados com rapidez para que cheguem rapidamente à economia.

“Penso que, neste momento, estas medidas são suficientes, no sentido em que o Governo sempre tem dito que isto é um modelo dinâmico e aberto. Na semana passada, estávamos a anunciar [de apoios] 200 milhões e mais 60 milhões para as microempresas. Neste momento, temos um pacote de 1,7 mil milhões para o turismo. Sem dúvida que é dinâmico e está em aberto. Estamos a viver um período completamente excepcional e que exige um grande sentido de responsabilidade”, afirmou Francisco Calheiros à Lusa.

O Governo anunciou hoje um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas no montante total de 3000 milhões de euros, destinadas aos sectores mais atingidos pela pandemia de Covid-19.

A CTP destaca a criação das linhas de crédito às empresas no valor total de 3000 milhões de euros, dos quais 600 milhões se destinam à restauração, 200 milhões para agências de viagens e empresas de organização de eventos e 900 milhões para outras empresas de turismo, como alojamento, bem como o apoio de 6200 milhões em medidas fiscais e contributivas, que contemplam adiamentos e diferimentos de obrigações fiscais.

“O que temos que fazer -- e é nisto que temos estado a trabalhar agora com o Governo [as medidas precisam de seguir vários trâmites], o que estamos a pedir é que estes apoios sejam operacionalizados da forma mais rápida possível que é para chegarem o mais rapidamente possível à economia”, afirmou Francisco Calheiros.

Francisco Calheiros lembrou que o sector do turismo tem estado “a trabalhar muito de perto, desde o dia 2 de Março”, com toda a parte da economia, nomeadamente com o ministro da Economia, com a secretária de Estado do Turismo e com o Turismo de Portugal. Isto porque, “e é o próprio Governo que o diz”, “o turismo ter sido a primeira actividade a entrar numa crise grande e profunda, logo com grandes cancelamentos”, acrescentou o presidente da CTP.

O responsável lembrou que, “desde o princípio”, foi definida pela CTP “uma linha com três grandes preocupações, que vem ao encontro com o Governo, em paralelo": a manutenção dos postos de trabalho, a viabilidade das empresas e as medidas para a retoma das empresas. Medidas que acabaram “agora de ser anunciadas, afirmou. 

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