Coronavírus: ministra da Saúde diz que é preciso ponderar os efeitos de fechar escolas

Decisão sobre antecipação das férias escolares pode ser tomada esta quarta-feira à tarde, após a reunião com o Conselho Nacional de Saúde.

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LUSA/TIAGO PETINGA

Vão ou não as escolas antecipar as férias da Páscoa por causa do novo coronavírus? A ministra da Saúde remeteu a decisão para a reunião do Conselho Nacional de Saúde, que se realiza durante a tarde desta quarta-feira. Mas afirmou que “não são medidas simples” e que é preciso ponderar os efeitos que esta decisão pode ter.

A questão foi lançada pela deputada do CDS Ana Rita Bessa, na comissão parlamentar de saúde, lembrando que outros países já tomaram esta decisão. “Vamos ponderar o que pode significar”, afirmou a ministra da Saúde, salientando que é um facto que, por exemplo, a Grécia já tomou esta decisão, tendo um cenário parecido com Portugal. E que passou pelo encerramento de algumas escolas associadas a casos positivos e que depois alargou o encerramento a todos os estabelecimentos.

“Temos conversado muito entre ministros em Portugal e com os nossos congéneres e o ministro da Educação está a acompanhar essa possibilidade e os impactos que podem ter de ser minimizados noutras áreas”, disse Marta Temido. Deu como exemplo os contratos de prestação por exemplo de alimentação que existem.

Mas os impactos podem ser maiores, referiu. “Temos muitas crianças cuja refeição única é na escola e o deixar de ter este ritmo precisa de precaução, que podemos colmatar a trabalhar com outras redes, como as autarquias e as IPSS [instituições particulares de solidariedade social], para garantir que ninguém fica desprovido de uma substância básica por estar em isolamento.”

Além das escolas, há também a necessidade de garantir resposta aos mais idosos e mais vulneráveis, “daí os contactos com as misericórdias, no sentido de ver como se podem usar esses recursos para melhor responder com coisas simples como pão, leite, géneros essenciais”.

“Cada uma destas nossas medidas não é simples, exige perder alguma coisa para ganhar outra maior. E que temos de avaliar com muito cuidado”, afirmou.

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