Bancos recomendam pagamento com cartões, se possível contactless

Sector bancário adopta medidas de prevenção contra coronavírus nas agências e pede aos clientes para usarem mais os canais digitais.

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Reuters/FAYAZ AZIZ

Privilegiar os cartões bancários, incluindo sob a forma de contactless, a tecnologia que permite o pagamento de despesas até 20 euros com a simples aproximação ao terminal de pagamentos, ou outros meios digitais, são duas das recomendações feitas esta quarta-feira pela Associação Portuguesas de Bancos (APB) para travar a doença pelo novo coronavírus. A alternativa ao pagamento com cartões é a utilização de numerário, ou dinheiro vivo, situação que pode potenciar maior contágio do novo vírus, embora a APB não se tenha referido especificamente a este risco.

Em comunicado, onde anuncia as medidas preventivas que está a tomar, a APB apela aos clientes bancários para “privilegiarem o uso dos canais digitais e telefónicos, evitando, quando tal for possível, o recurso às agências”. Esta recomendação aplica-se, avança a estrutura associativa, “especialmente a clientes mais vulneráveis como idosos, pessoas com doenças crónicas ou sistemas imunitários enfraquecidos”.

Lembra que as “operações do dia-a-dia como transferências bancárias, pagamento de serviços ou carregamentos de telemóveis poderão ser executadas, de forma segura e cómoda, através do homebanking ou app do banco, bem como das máquinas de self-service instaladas nas agências ou da rede de ATMs.

Na rede de agências, os bancos dizem estar a adoptar um conjunto de medidas, que incluem, “para além do reforço das medidas de higienização das instalações, a dispersão física de colaboradores afectos a determinados serviços, a limitação da participação em reuniões, eventos ou viagens ao estrangeiro, sendo privilegiada a realização de contactos ou reuniões através de meios remotos, como a videoconferência”.

A APB nota ainda que “os bancos têm planos de continuidade de negócio, que estão a ser reavaliados considerando as especificidades da covid-19, nomeadamente a eventual necessidade de aumentar o número de colaboradores a exercer funções à distância (designadamente em teletrabalho)”.

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