Coronavírus: TAP deixa de cobrar por alterações a voos, excepto na tarifa mais barata

A excepção aplica-se a bilhetes comprados entre 8 e 31 de Março, mas deixa de fora a tarifa discount. A covid-19 já levou ao cancelamento de eventos e voos por toda a Europa.

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TAP vai cancelar 3500 voos Nelson Garrido

A TAP vai passar a permitir a “possibilidade de reagendamento do seu voo sem o pagamento da taxa de alteração associada” para bilhetes emitidos entre os dias 8 e 31 de Março, devido à covid-19, que já fez cancelar voos por toda a Europa. 

Seguindo o exemplo de companhias aéreas como a British Airlines, a TAP deixa de cobrar pelas alterações a voos que terão de ser pedidas 21 dias antes da data do primeiro voo — excepção feita às viagens para Itália, que não têm este requisito. A alteração é gratuita, mas “as diferenças tarifárias serão aplicáveis” — isto é, se o voo que quiser marcar tiver um preço mais elevado terá de pagar a diferença.

Esta medida não vale para a tarifa discount, a mais barata das quatro modalidades da TAP e só será aplicada em situações em que não tenha sido efectuado nenhum voo. A validade dos bilhetes não pode ser prolongada.

Caso tenha comprado o bilhete através de uma agência de viagens, deverá contactá-la para fazer as alterações. Caso tenha comprado os bilhetes pelo site, clique aqui.

Antes de viajar, tenha atenção às restrições aplicadas nalguns destinos da TAP, como os EUA ou Itália. Por exemplo, nos EUA não é permitida a “entrada de cidadãos estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias anteriores à ida para os Estados Unidos”.

Em Israel, nenhum cidadão não-israelita ou que não resida em Israel e “que tenha estado em países e territórios da Ásia do Leste, Japão e Coreia do Sul nos últimos 14 dias” tem permissão para entrar. Em Angola, estão proibidos de entrar quem veio da China, Coreia do Sul, Itália, Irão, Nigéria, Egipto e Argélia, alguns dos países mais afectados.

Se viajar para Itália, tenha atenção que todo o país foi posto de quarentena na segunda-feira à noite. As companhias aéreas estão também a cancelar e limitar os voos de e para o país, enquanto o Governo português decidiu, entretanto, suspender os voos com destino ou origem nas zonas mais afectadas pela epidemia.

Há também novas limitações quanto à quantidade de desinfectante líquido que qualquer pessoa pode transportar a bordo do avião: a “quantidade líquida total para estes artigos, por passageiro, não poderá exceder 2 kg ou 2l”, enquanto a “quantidade líquida de cada artigo não poderá exceder 0,5kg ou 0,5l”. Pode ser levado na bagagem de mão ou de porão. “Caso os passageiros efectuem o transporte do desinfectante na bagagem de mão, o limite é de 100ml ou equivalente por cada artigo líquido ou gel”.

A transportadora aérea portuguesa reviu, na segunda-feira, em alta o número de voos que irá suspender por causa da covid-19: passou de 1000 para 3500 voos nos próximos meses, pelo menos até Abril. A empresa refere a “crescente quebra na procura” registada na última semana para justificar os cancelamentos — é necessário proteger a sua sustentabilidade financeira. 

Os cancelamentos irão afectar sobretudo os mercados europeus, “com especial incidência nas zonas mais afectadas”, mas também a ligações intercontinentais. Embora não mencione agora esses mercados, a TAP já referira os casos de Itália, Espanha e França.

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