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Reportagem

Foz Côa: as gravuras aprenderam a nadar e são “o centro de um certo mundo”

Tudo começou há mais de 20 mil anos, mas foi só em 1994 que o mundo as (re)descobriu. No Vale do Côa, durante milénios, as rochas de xisto e tela chegaram até nós como a maior concentração ao ar livre de arte rupestre do Paleolítico Superior do mundo. E como um “clarão” da pré-história - uma chave para ajudar a compreender os primeiros passos da civilização.

Houve um PREC em Vila Nova de Foz Côa que começou em finais de 1994 e se adentrou por 1995. “Depois do 25 de Abril e do PREC, tivemos o nosso próprio PREC”, avalia José Ribeiro, professor Ribeiro como é conhecido na cidade, na altura presidente do conselho directivo da escola secundária. Foi em Novembro de 1994 que se tornou pública uma descoberta feita anos antes: havia arte paleolítica no vale do rio Côa, onde a EDP construía uma barragem. Não demorou a instalar-se a polémica sobre a importância do achado e rapidamente se desenharam os campos da “batalha”: de um lado, os que queriam suspender a construção, do outro os que consideravam ser possível a convivência. José Ribeiro não teve dúvidas e avisou as entidades envolvidas: “A escola vai avançar com a defesa das gravuras, vai fazer barulho”, recorda. A escola fez barulho e inventou um slogan que varreu o país e ecoou por todo o mundo. “As gravuras não sabem nadar”, partindo da música dos Black Company, Nadar.