Ana Gomes: “O PS devia ter candidato próprio” às presidenciais

A ex-eurodeputada diz ainda ser cedo para falar em nomes para as eleições do chefe de Estado. “Tanta água vai passar debaixo das pontes”, assume.

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Ana Gomes diz não ter dúvidas de que Marcelo Rebelo de Sousa se recandidatará a um segundo mandato Miguel Manso

A ex-eurodeputada socialista Ana Gomes defendeu que o “PS devia ter um candidato próprio” às eleições presidenciais, um candidato que “federe à esquerda”, mas considerou ainda ser cedo para falar sobre nomes.

No seu espaço de comentário no domingo à noite na SIC Notícias, a ex-dirigente socialista foi questionada sobre as eleições presidenciais e sobre o facto de o seu nome estar a ganhar apoios para ser candidata a Belém.

“O PS devia ter um candidato próprio, acho que é preciso que haja um candidato que federe à esquerda, e que tenha um dialogo civilizado com o actual Presidente da República, não tenho dúvida de que se voltará a candidatar”, disse, referindo-se depois à sua intervenção pública como comentadora.

Nesse âmbito, a antiga embaixadora rejeitou “condicionamentos”. “A importância do trabalho que faço como comentadora da actualidade é na perspectiva  de quem se assume como socialista e não tem condicionamentos a não ser os da sua própria consciência”, afirmou.

Questionada sobre o que diria se António Costa considerasse o seu nome como a candidata do PS, Ana Gomes disse ainda ser prematuro falar nas eleições de 2021: “Ainda vamos a mais de um ano de distância, tanta água vai passar debaixo das pontes”. 

O nome de Ana Gomes foi lançado politicamente, em Janeiro passado, por Francisco Assis, ex-eurodeputado do PS, no seu espaço de opinião semanal no PÚBLICO, e entretanto já recebeu o apoio de outros nomes da área socialista como Henrique Neto e Paulo Pedroso bem como de outros representantes políticos fora do PS como Rui Tavares, fundador do Livre e Ricardo Sá Fernandes, dirigente do Livre. No espaço da direita, a embaixadora recebeu o apoio do professor universitário e economista Nuno Garoupa, que já presidiu à Fundação Francisco Manuel dos Santos.

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