Mosteiro da Batalha: “Os filhos de D. João I estão cada vez mais humanos”

Enquanto espera que os trabalhos de limpeza e conservação nos claustros comecem, o monumento inicia este sábado um curso centrado numa geração que durante séculos foi mitificada e que é preciso conhecer melhor.

,Mosteiro da Batalha
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As Capelas Imperfeitas deverão ser alvo da próxima intervenção de limpeza e restauro Daniel Rocha
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O túmulo de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão está nas Capelas Imperfeitas Daniel Rocha
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Joaquim Ruivo é director do Mosteiro da Batalha desde 2013 Daniel Rocha
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O claustro de D. João I Daniel Rocha
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Um dos painéis com vitrais originais guardados nas reservas do mosteiro Daniel Rocha
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Vista exterior do mosteiro, um dos mais importantes monumentos do gótico tardio na Europa, património mundial há 37 anos Daniel Rocha
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Pormenor de coluna nas Capelas Imperfeitas

Os grupos de miúdos organizam-se cá fora para que, ao entrarem na igreja, estejam tão silenciosos quanto a sua idade e o seu entusiasmo permitem. Entre eles há um rapaz que não terá mais do que 12 anos que não pára de fazer perguntas: “O esqueleto do Infante D. Henrique está lá dentro? O rei lutava mesmo a cavalo e com espada? Quanto tempo é que isto ainda vai continuar de pé? Cem anos? Mais?” Os professores vão gerindo perguntas e alunos como podem até chegar o guia, à hora marcada. As visitas organizadas começam cedo e, por isso, ao final da manhã há já dezenas de pessoas a percorrer o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, que D. João I, o Mestre de Avis, mandou construir em 1386 para agradecer à Virgem a vitória sobre os castelhanos na célebre Batalha de Aljubarrota (1385).