Coronavírus: os conselhos do Parlamento aos deputados

Deputados devem ter disponível termómetro, lenços de papel, sabão, desinfectantes das mãos, medicamentos analgésicos e antipiréticos.

Deputados receberam recomendações sobre coronavírus
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Deputados receberam recomendações sobre coronavírus Miguel Manso

A secretaria-geral da Assembleia da República enviou um email dos deputados e funcionários do Palácio de São Bento com um documento de quatro páginas sobre “prevenção do coronavírus (Covid 19)”. Não é um plano de contingência de saúde - aliás, o que existe foi criado para o H1N1, há dez anos, e terá de ser adaptado - é antes uma espécie de guia de boas práticas com quatro capítulos: perguntas e respostas; medidas de preparação e protecção básicas; cuidados a ter; e o que fazer.

Na parte dedicada à preparação e protecção, os deputados são aconselhados a terem disponível “termómetro, lenços de papel, sabão, desinfectantes das mãos, medicamentos analgésicos e antipiréticos" e também lhes é dito que tentem “saber junto da direcção da creche ou escola dos seus filhos se existem planos em caso de pandemia”. Os outros conselhos, são já conhecidos: "deve lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou com desinfectante para as mãos à base de álcool; deve cobrir a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar (se não dispuser de lenço deve tossir para manga e não para as mãos); e quando se sentir doente contacte o gabinete médico e de enfermagem da Assembleia da República ou ligue 808 242424 (SNS24)”.

Só se houver sinais e sintomas de infecção respiratória aguda, como febre, tosse e dificuldade respiratória, é que os deputados devem permanecer em casa ou no seu quarto de hotel e evitar viajar ou ir trabalhar. No caso de ficar em casa doente, para evitar deslocações, a Assembleia da República sugere que o parlamentar tenha mantimentos como “conservas de carne, peixe, frutos, vegetais, leguminosas e sopas (abertura fácil), arroz, massas, azeite, barras de frutos, cereais ou proteicas, leguminosas e cereais secos, frutos secos, bolachas, biscoitos, leite em pacote, sumos enlatados/engarrafados e água engarrafada”. E, claro, medicamentos como “analgésicos e antipiréticos”, além dos “usados de forma crónica”.

Na lista dos cuidados a ter, o Parlamento sugere que seja evitado “o contacto desprotegido com animais selvagens ou de quinta”.

O primeiro capítulo é composto por nove perguntas e respostas, feitas com base nas orientações da Direcção-Geral da Saúde, e inclui informações sobre as “áreas com transmissão comunitária activa” que são “a China, a Coreia do Sul, o Japão, Singapura, Irão e Itália”, o número para o qual ligar em caso de serem detectados alguns sintomas; ou a data do surto ou a origem do vírus, entre outras respostas.