DGS deve activar plano de contingência mais vasto, defende associação de médicos de saúde pública

“Esta subida muito rápida de casos [em Itália] e a transmissão generalizada deixa-nos muito preocupados”, diz presidente da associação. Responsáveis da DGS estão reunidos para decidir se avançam com novas medidas.

Direcção-Geral da Saúde
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Paulo Pimenta

A “subida muito rápida” de casos de infecção com o Covid-19 em Itália deverá levar a Direcção-Geral da Saúde (DGS) a definir e accionar um plano de contingência mais vasto do que as orientações técnicas que divulgou até agora para lidar com os diversos cenários possíveis em Portugal, preconiza o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia.

“É necessário repensar o raciocínio efectuado até agora. Esta subida muito rápida de casos [em Itália] e a transmissão generalizada deixa-nos muito preocupados. O que foi divulgado até à data em Portugal foram orientações técnicas sobre o que fazer perante um caso”, explicou Ricardo Mexia. “Também o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças [ECDC nas siglas em inglês] estará, imagino, a repensar a avaliação de risco que efectuou”, acrescentou.

Para esta segunda-feira estava prevista uma reunião dos responsáveis da DGS para decidir se avançam com novas orientações técnicas e medidas de segurança face ao surto observado em Itália.

No domingo, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, sublinhou à Rádio Observador que esta situação é “relativamente nova” e que por isso iria ser analisada toda a informação disponível para decidir se a DGS avança ou não com medidas adicionais.

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