Sonae Capital reforça negócio de hotelaria com novo hotel no Porto

Segmento hoteleiro cresceu mais de 16% em 2019, atingindo um resultado operacional recorde.

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Paulo Azevedo é chairman da Sonae Capital e da Sonae SGPS NELSON GARRIDO

A Sonae Capital vai instalar uma nova unidade hotelaria em pleno centro do Porto, na Avenida dos Aliados, com 70 quartos e abertura prevista no primeiro semestre do próximo ano.

Em comunicado, a empresa controlada maioritariamente pela Efanor, holding da família Azevedo, avança que a nova unidade “enquadra-se na sua estratégia de crescimento, que prevê um aumento do número de unidades hoteleiras em exploração, permitindo potenciar sinergias e efeitos de rede na operação”.

Actualmente com três unidades no Porto, duas na Península de Tróia, uma na região do Algarve e ainda outra em desenvolvimento em Lisboa (no edifício da Estação Ferroviária de Santa Apolónia), o segmento hoteleiro foi o que mais cresceu no universo dos negócios da Sonae Capital no último exercício. Em comunicado, a empresa revela que “o volume de negócios desta área aumentou 16,4% face a 2018, para 27,7 milhões de euros, e o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 56,1% para 6,7 milhões de euros, traduzindo a melhoria da rentabilidade em todas as operações”. O EBIT (lucros antes de impostos e juros) atingiu “o valor recorde” de 1,7 milhões de euros, mais do que duplicando face ao valor gerado em 2018.

O volume de negócios consolidado da Sonae Capital, que agrega um conjunto diversificado de negócios, cresceu 27,3%, para 269 milhões de euros. Para além do turismo, o segmento de energia, com a aquisição da espanhola Futura Energía Inversiones, cresceu acima de três dígitos.

O EBITDA consolidado aumentou 9,9%, para 38,1 milhões de euros. Já o resultado líquido da empresa foi negativo, em 12,3 milhões de euros, o dobro do exercício anterior (6,04 milhões), e é explicado, segundo a informação divulgada pela empresa, pelo efeito contabilístico non cash decorrente da venda do negócio de refrigeração e climatização, a RACE. Apesar do resultado negativo, vai ser proposta a distribuição de um dividendo de 0,060 euros por acção, equivalente a um dividend yield de 8%.

O investimento realizado no último ano aumentou 58,6%, para um total de 51,7 milhões de euros, com forte peso nas aquisições na área da energia e do fitness e na construção de uma central de co-geração alimentada a biomassa.