A indústria da moda “viola” as mulheres, denuncia Armani, aos 85 anos

Armani, conhecido pelo seu design sóbrio e elegante, fundou a sua marca em 1975.

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Giorgio Armani acusa a indústria da moda de “violar” as mulheres com as propostas de curta duração, as colecções são apresentadas duas vezes por ano, e um marketing direccionado para o sexo. As declarações são desta sexta-feira, depois de o designer de 85 anos ter apresentado a sua linha Emporio Armani, durante a Semana da Moda de Milão.

“Acho que chegou a hora de dizer o que penso: As mulheres continuam a ser violadas pelos designers, por nós, diz aos jornalistas, à margem do desfile da linha mais jovem da marca italiana. “Se uma mulher anda na rua e vê um anúncio com uma mulher com as mamas e o rabo à vista, também quer ser assim. Essa é uma maneira de ser violada”, justifica Armani. “Podemos violar uma mulher de muitas maneiras, atirando-a para uma cave ou sugerindo que se vista de determinada maneira.

Armani, conhecido pelo seu design sóbrio e elegante, fundou a sua marca em 1975. “No meu desfile há saias curtas, saias compridas, calças largas e apertadas. Dei a máxima liberdade às mulheres que podem usar todas as possibilidades se forem sensatas”, continua.

“Estou cansado de ouvir a palavra ‘tendência’. Precisamos de trabalhar para a mulher de hoje. Não deve haver tendências”, defende.

No desfile Emporio Armani para o Outono/Inverno 2020, o designer manteve-se fiel à sua linha simples e neutra, mantendo as silhuetas soltas e alinhadas com um novo ênfase para os materiais reciclados. “A colecção cápsula R-EA foi feita com tecidos e materiais reciclados, como já foi feito para a linha masculina da Emporio”, informa o artista.

“A mulher da Emporio Armani é decidida, eclética e ousada nas suas decisões. Com pouco respeito pelas regras da sociedade, ela é uma jovem que confunde e deslumbre”, diz o comunicado sobre a colecção apresentada. A linha Giorgio Armani será apresentada no domingo.

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