Jerónimo Martins planeia investir 700 milhões este ano

Grupo de distribuição destinou entre 700 e 750 milhões de euros para investir nos três mercados em que está presente: Portugal, Polónia e Colômbia. E propõe distribuir 216,8 milhões em dividendos, metade do que lucrou em 2019

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Rui Gaudêncio

O grupo de distribuição Jerónimo Martins prevê ter mais 10 lojas Pingo Doce, mais um “cash & carry” Recheio, adicionar mais 100 novas lojas à Biedronka e outras 50 à rede de para-farmácias Hebe, ambas na Polónia, e conta somar mais 130 localizações à cadeia de proximidade colombiana Ara durante este exercício.

A expansão está descrita nas perspectivas para 2020, divulgadas juntamente com os resultados esta quinta-feira. “O programa de capex para o ano de 2020 estima-se em 700 e 750 milhões”, está escrito no comunicado hoje emitido ao mercado. Inclui ainda um plano para remodelar 250 lojas Biedronka. 

No final do ano passado, a JM detinha 3.002 supermercados Biedronka, 273 unidades Hebe (28 farmácias e 245 drogarias), 441 supermercados e hipermercados Pingo Doce, 42 unidades grossistas Recheio e 616 lojas de proximidade Ara. Investiu 678 milhões no ano de 2019, 57% dos quais na Polónia, 25% em Portugal e 14% na Ara. 

Em 2019, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos registou resultados líquidos de 433 milhões de euros, mais 7,9% do que um ano antes, com os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA na sigla inglesa) a registar uma variação positiva de 8,9%, para 1045 milhões de euros.

O grupo, que tem presença desde 1995 na Polónia e desde 2013 na Colômbia, consolidou vendas de 18,63 mil milhões de euros, mais 7,5% do que no exercício anterior. No final do ano passado, o peso da Biedronka era de 67,7% em termos de vendas consolidadas (12,62 mil milhões de euros versus 11,69 mil milhões de euros em 2018) e de mais de 80% no que toca ao EBITDA.

O peso do Pingo Doce nas vendas consolidadas desceu de 22,1% para 21,2%, com 3,94 mil milhões de euros. A Ara, uma operação que fez 5 anos em 2019, vale agora 4,2% das vendas consolidadas pela Jerónimo Martins. 

O cash flow passou de 135 milhões em 2018 para 494 milhões de euros no exercício passado. 

O conselho de administração vai propor em assembleia-geral de accionistas (marcada para 16 de Abril) que seja distribuído um “dividendo de 216,8 milhões de euros”, cerca de 50% dos resultados líquidos registados, a “0,345 euros por acção (valor bruto), “o que permitirá ao grupo manter a força do seu balanço e elevada flexibilidade estratégica”, garante a gestão.