Insultos a Marega constam dos relatórios do árbitro e dos delegados

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou à Lusa a identificação de várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas ao jogador do FC Porto.

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LUSA/MANUEL FERNANDO ARAÚJO

Os insultos racistas dirigidos ao futebolista maliano Marega constam nos relatórios do árbitro do V. Guimarães-FC Porto e dos delegados ao jogo da I Liga, confirmou nesta terça-feira à Lusa fonte ligada ao processo.

Os insultos dirigidos ao avançado dos “dragões” durante o encontro da 21.ª jornada, disputado no domingo, em Guimarães, constam no relatório do árbitro Luís Godinho, da associação de Évora, e dos delegados Nuno Pedro e Augusto Carvalho, segundo a mesma fonte.

O avançado do FC Porto recusou-se a permanecer em campo, ao minuto 71 do jogo, após ter sido alvo de cânticos racistas por parte dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os “dragões” venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega, que já alinhou no emblema minhoto e tinha marcado o segundo golo dos “azuis e brancos”, dirigiu-se para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares a apontarem para baixo, situação que originou uma interrupção do jogo durante cerca de cinco minutos.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído por Manafá.

Entretanto, fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou a identificação de várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas a Marega, sem adiantar o número de suspeitos, acrescentando que continua a efectuar diligências para identificar outros envolvidos.

A mesma fonte, que não adiantou o número de suspeitos identificados até ao momento, adiantou que a PSP continua as diligências para recolher informações e identificar outros envolvidos nos cânticos racistas ao futebolista Marega.

Segundo a Polícia, a PSP está utilizar todos meios legais ao dispor, como videovigilância e testemunha, para identificar os envolvidos. A informação recolhida é enviada para o Ministério Público (MP) de Guimarães, no âmbito do processo-crime, e para a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, que instaurou um processo contraordenacional.

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